Política interna atrapalha Palmeiras
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Agência Estado 
São Paulo - Reforçar o elenco com jogadores de alto nível não está fácil para o Palmeiras. A quantidade de negativas tem sido bem maior do que o esperado. E o problema não está restrito aos valores da transação, mas também à confusa política do clube, em especial as atitudes da diretoria. Em determinados casos, empresários precisavam conversar com até três pessoas diferentes dentro do clube para tentar um acordo. O pior: cada um fala uma coisa. O agente de um meia que interessava ao Palmeiras admitiu à reportagem a dificuldade. ''Em um dia tive que falar com três pessoas diferentes. Fica difícil'', reclamou. O jogador acabou desistindo do negócio.
Outra situação que tem atrapalhado na hora de abordar um atleta é a falta de segurança para jogar no Palestra. ''Tivemos o caso de um atleta que disse que não queria vir para o Palmeiras por causa disso (confusão dos bastidores)'', lembrou o gerente de futebol, César Sampaio, que evitou citar o nome do atleta. ''Não quero atrapalhá-lo, já que ele está no mercado e se eu falar ele vai ficar com rótulo de pipoqueiro''.
Mas apesar das dificuldades, a diretoria está conseguindo reforçar o grupo para 2012. César Sampaio garantiu que tem dois jogadores muito próximos do acerto e que, se tudo correr bem, devem ser anunciados após o término do Campeonato Brasileiro. Além disso, o clube negocia com a empresa de marketing esportivo Kentaro para que ela atue como uma nova Traffic e traga reforços. Mas a empresa ainda estuda a possibilidade de atuar em outros times e está disposta a investir até R$ 100 milhões.
Quem é certo que não vem mais é Wagner. Ele estava nas mãos do Palmeiras, mas com o vazamento da informação, o Fluminense entrou na briga e o jogador assina hoje contrato com o clube das Laranjeiras por quatro anos. Por isso, César Sampaio adota o silêncio. ''Não vamos falar nomes porque já tivemos uma prova de que se a notícia vazar, pode atrapalhar'', disse.


