Poliesportivo - Alto rendimento
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segunda-feira, 01 de janeiro de 2018
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 

Depois de muitos anos no ostracismo, o esporte de quadra promete voltar forte em Londrina neste novo ano. Além do handebol, até então único representante da cidade em uma liga nacional, o vôlei feminino e o basquete masculino retornam à disputa de competições nacionais e prometem agitar novamente a torcida no Moringão.
A volta de Londrina ao cenário brasileiro nestas modalidades olímpicas se deu graças à mudança de pensamento na gestão do esporte da cidade, com um investimento maior do poder público em equipes de alto rendimento e também na chegada de parceiros da iniciativa privada. O orçamento da FEL (Fundação de Esportes de Londrina) prevê a reserva de R$ 1,8 milhão apenas para os times adultos em disputas nacionais.
O primeiro a entrar em quadra é o vôlei, que vai disputar a Superliga B, com início previsto para o dia 25 de janeiro. Encabeçado pela ex-medalhista olímpica Elisângela Almeida, o projeto ganhou o apoio do Grupo Positivo e vai tentar uma das duas vagas para chegar à Superliga Nacional, a elite do voleibol brasileiro.
"Acredito muito em tudo que está sendo feito no projeto, em termos de organização e estrutura. Nosso objetivo é brigar diretamente por uma das vagas", afirma o técnico Rogério Portela. O treinador conta com um elenco de 17 jogadoras, entre atletas experientes e meninas da base da equipe londrinense.
"Temos um grupo forte e com opções para todas as posições. Trouxe seis atletas que estavam comigo no Rio do Sul (SC) e são jogadoras experientes como a Lia, a Silvana e a Ana Maria", frisa Portela. O Vôlei Positivo/Londrina estreia no dia 27 contra Curitiba, fora de casa.

Hiato
O basquete volta a uma competição nacional após um hiato de oito anos. Paixão dos londrinenses, a modalidade tenta retornar aos bons tempos das décadas de 1990 e 2000. Com um orçamento ainda enxuto, a APVE/Londrina vai disputar a Liga Ouro, torneio de acesso ao NBB, prevista para começar em 26 de fevereiro. Serão nove equipes na competição e apenas o campeão garante vaga na elite do basquete masculino brasileiro.
"O nosso primeiro objetivo é nos classificar entre os seis e depois tentar avançar nos playoffs decisivos. Mas, sabemos que existem pelo menos quatro equipes com investimentos muito maiores que o nosso", ressalta o técnico Bruno Lopes, se referindo a Corinthians, Brasília, Macaé e São José dos Campos. Enquanto Londrina projeta trabalhar com um orçamento de R$ 550 mil/ano, Corinthians e São José dos Campos devem gastar R$ 1,3 milhão e R$ 1,2 milhão, respectivamente.
A equipe corre atrás de reforços para completar uma base já existente e que atuou em 2017. "De 50% a 60% do grupo será mantido e vamos trazer quatro ou cinco reforços para serem titulares", aponta o treinador.

Estrutura
Após retornar à Liga Nacional com muitas dificuldades em 2016, o handebol masculino teve um 2017 melhor e chegou até a semifinal da competição. A equipe, porém, necessita de mais recursos e esperar ter mais parceiros e melhor estrutura na próxima temporada. "Só desta forma conseguiremos ter um elenco mais forte e buscar coisas maiores no ano que vem", afirmou o técnico Giancarlos Ramirez.
Futsal também pode voltar
Em entrevista à FOLHA no dia 11 de dezembro, o presidente da FEL (Fundação de Esportes de Londrina), Fernando Madureira, falou sobre a possibilidade também do retorno de uma equipe adulta de futsal masculino em 2018. "Tenho conversado com algumas pessoas que querem montar um time", afirmou na época. O projeto seria assumido pela Unifil, que teve a última equipe da cidade na Liga Nacional, em 2012, porém as negociações ainda não foram concluídas.
A FEL teve um orçamento aprovado de R$ 11,7 milhões para o próximo ano, quase dois milhões a mais do que o gasto em 2017. Deste total, R$ 5,7 milhões devem ser aplicados diretamente na prática esportiva por meio do Feipe (Fundo Especial de Incetivo a Projetos Esportivos). Este ano foram R$ 3,1 milhões. "Quanto mais gastarmos no esporte menos vamos gastar com segurança, ação social e saúde. Esta é a linha de pensamento que a gente tem que ter", apontou Madureira.
A previsão da Fundação é que R$ 1,8 milhão seja aplicado exclusivamente nas modalidades que vão representar o município em competições nacionais, como vôlei, basquete, handebol e também o futsal, se houver interessados. O edital do Feipe será publicado nos próximos dias e as associações esportivas terão 30 dias para apresentarem suas propostas para o próximo ano. (L.F.C.)


