Policiais protegem a seleção
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terça-feira, 29 de agosto de 2000
Agência Folha De Teresópolis, RJ 
Após a série de denúncias contra o técnico Wanderley Luxemburgo e das constantes reclamações do atacante Romário, a seleção brasileira está treinando sob um clima policialesco para a partida contra a Bolívia, domingo, no Maracanã.
Logo após o treino da tarde, o chefe da segurança da seleção, o militar reformado Pedro Paulo Castelo Branco, surpreendeu ao montar um esquema especial para separar os jogadores e integrantes da comissão técnica dos jornalistas, até os vestiários da Granja Comary.
Nove policiais militares do Batalhão de Teresópolis e quatro funcionários da CBF protegeram os jogadores.
Como se não bastasse a truculência do esquema de segurança, Castelo Branco gritava que os fotógrafos e cinegrafistas não podiam fazer imagens dos policiais. Até então, os jogadores nunca haviam sido protegidos dos jornalistas por um esquema policial.
De acordo com Castelo Branco, a determinação foi dada pelo assessor de imprensa da seleção, Carlos Lemos. Nunca houve qualquer intenção da comissão técnica da seleção em separar os jogadores da imprensa. Ao contrário, sempre fazemos um esquema ordenado de entrevistas. O que pensamos é em dar a tranquilidade para os jogadores no ir e vir do treino, explicou Lemos.
Constrangido, Luxemburgo preferiu dizer que houve um mal-entendido.
Novo capitão O zagueiro Antônio Carlos ficou surpreso com a decisão de Luxemburgo de ter tirado sua faixa de capitão. O jogador tomou conhecimento que perdeu a braçadeira pelos jornalistas. Fiquei sabendo agora. Estou surpreso porque queria continuar, disse o zagueiro. O lateral-direito Cafu será o capitão da equipe contra a Bolívia.


