Curitiba - A polícia de Curitiba procura dois rapazes, provavelmente torcedores do Coritiba, que teriam roubado um automóvel e mantido um casal sequestrado por algumas horas na noite de sábado. Antes disso, um grupo do qual os dois fariam parte já tinha se envolvido em uma confusão, que resultou em um adolescente baleado na perna, uma pessoa espancada e três atropeladas. O inquérito foi desmembrado e será conduzido pelas delegacias de Furtos e Roubos e de Homicídios.
De acordo com o delegado de plantão no Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (Ciac-Sul), Antonio Macedo de Campos Júnior, os crimes aconteceram após tumulto no Bairro Xaxim, envolvendo um grupo de torcedores do Coritiba que voltava de Joinville (SC), onde acompanharam o jogo da equipe contra o Bahia, pelo Campeonato Brasileiro da Série B. Um adolescente de 17 anos, que provavelmente não estava no grupo de torcedores coritibanos, foi baleado na perna e amigos o colocaram num Vectra para levar ao hospital. Segundo o delegado, algumas quadras adiante, o carro foi cercado pelos torcedores e o motorista, de 28 anos, acelerou, acabando por atropelar três pessoas - dois gêmeos de 16 anos e um rapaz de 23 anos.
Revoltadas, algumas pessoas teriam depredado e atirado contra o carro, além de espancarem o motorista. Não satisfeitos, ainda roubaram um aparelho de DVD. Nesta segunda-feira apenas os gêmeos continuavam internados em estado considerado estável.
O delegado afirmou que, enquanto a confusão se formava, um casal de namorados passou pelo local com um Siena. ''Para fugir, dois rapazes acabaram sequestrando o casal, uma professora e um engenheiro'', disse. O rapaz foi colocado no porta-malas, enquanto a moça permaneceu no banco traseiro. De acordo com ela, os dois sequestradores garantiam que não lhes fariam mal e diziam que apenas precisavam do carro para fugir porque tinham ''feito algo antes''.
Depois de circularem por algum tempo, os rapazes roubaram todos os pertences das vítimas, inclusive o pneu sobressalente, e disseram que poderiam ir embora dirigindo rapidamente e sem olhar para trás. ''É coisa de drogado, de bêbado'', acentuou o delegado.

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