A polícia prendeu ontem, em Curitiba, um grupo de três cambistas que vendia ingressos para o jogo entre Brasil e Chile, no dia 7, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Eles foram flagrados com 30 entradas para as arquibancadas, cadeiras superiores e inferiores que estavam sendo vendidas a preços até 100% superiores ao valor normal.
José Custódio da Silva, irmão de um dos acusados, afirmou que os bilhetes apreendidos foram repassados por um bingo de propriedade do presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Moura. ''Eu tenho como provar isso'', declarou.
Moura negou seu envolvimento. ''Não tenho nada a ver com esse bingo'', afirmou, se referindo ao Bingo Guadalupe, localizado próximo ao terminal com o mesmo nome, que foi utilizado como ponto de venda de ingressos.
A Confederação Brasileiro de Futebol (CBF) resolveu abrir uma investigação para apurar o caso. A CBF também está preocupada com a denúncia de que parte dos ingressos definidos para a partida não teria sido colocada à venda.
Na segunda-feira, a rapidez com que foram vendidos os 52 mil ingressos para o jogo da seleção brasileira provocou surpresa. Seis horas após a abertura das bilheterias as entradas já haviam esgotado, para em seguida surgirem nas mãos de grupos de cambistas de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.
Os cambistas Darci da Silva Meira, 45 anos; Geraldo Guilherme Winter, 65 anos e João Martins Neto, 54 anos; não deram declarações, pagaram fianças de R$ 100,00 cada e foram liberados.

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