Polícia Militar bate na torcida
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domingo, 18 de março de 2001
Célia BaroniDe Londrina 
No começo do segundo tempo, duas bolas acabaram caindo na arquibancada dando início a um tumulto que acabou em pancadaria. Policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar e torcedores do Tubarão se envolveram em uma pancadaria. Várias pessoas que nada tinham a ver com a situação acabaram feridas e dois torcedores foram presos.
Na primeira vez, um torcedor anônimo aproveitou a falta de policiamento nas arquibancadas. Pegou a bola, correu e chutou a redonda para fora do estádio, em direção ao autódromo Ayrton Senna. Pouco tempo depois, a segunda bola atingiu a arquibancada e o mesmo torcedor pegou a bola. Desta vez os policiais reagiram prontamente.
Torcedores que acompanharam os fatos de perto contam que apesar do rapaz ter devolvido a bola aos policiais, eles o prenderam com violência. Os policiais bateram nele e ele só reagiu depois que foi preso, conta o comerciante Valdir Mello. Ele foi ao estádio com o filho menor e disse que nunca mais volta.
Joel Almeida, comprador, estava no estádio com mais oito pessoas da sua família e também ficou revoltado. Eles só não bateram em crianças porque a torcida não deixou, comenta. O aposentado José Rubens Belasque, de 53 anos, foi um dos que apanhou feio. A ação dos policiais deixou marcas em seu corpo e braço. Até seu filho apanhou dos policiais quando tentou defendê-lo.
Eu estava sentado e quieto quando eles chegaram. Falava que não tinha nada com o problema e pedia para eles pararem de bater mas não adiantava. Foi um absurdo. Nós só estávamos assistindo o jogo, afirma.


