A Polícia de Lenawee, distrito onde fica a pista de Michigan, abriu inquérito para apurar responsabilidades no acidente que matou três pessoas durante as 500 Milhas de Michigan, domingo. Os mortos foram Michael Terry Tautkus, de 49 anos; Sheryl Ann Laster, de 40; e Kenneth Dale Fox, de 38, que assistiam à prova em diferentes fileiras do setor 70 das arquibancadas. Tautkus e Laster foram os primeiros atingidos pelo pneu dianteiro direito do carro de Adrian Fernandez e morreram na hora. Fox estava um pouco mais atrás, também foi derrubado pelo pneu e morreu no ambulatório atrás da arquibancada, após várias tentativas de reanimação.
Seis torcedores feridos - David de Silva, de 35 anos, Gerald e Richard Bramer, de 31 e 20 anos, Doris Shuman, de 70, Joyce Thompson, de 48, e Steve Dawson, de 31 - sofreram lesões variadas, de fratura na perna a contusões nas costas e foram liberadas depois de atendidas no Hospital Foote Memorial, em Jackson.
Os feridos contaram histórias de terror. ‘‘Eu me levantei para ver o acidente e não pude acreditar quando vi um pneu vindo na minha direção’’, contou Gerald Brammer, que só teve tempo de levantar o braço para tentar desviá-lo da sua direção. ‘‘Nunca vi nada tão rápido’’, contou. ‘‘Se não tivesse esticado o braço, provavelmente ele cairia no meu peito ou na minha cabeça.’’
Gerald caiu sentado na fileira 30 e o pneu atingiu as costas do irmão Richard. Continuou girando em alta velocidade e foi atingir uma mulher sentada duas fileiras mais alto, a cerca de 30 metros do chão. Antes, o pneu já havia matado três pessoas nas fileiras de baixo.
Outros destroços do carro voaram e atingiram os espectadores. A. J. Malec, que levou a mulher Vicky e o filho Anthony, de sete anos, falou que houve pânico. ‘‘Várias pessoas ficaram apavoradas e choraram’’, contou. Mark Kuyers disse que as vítimas sequer tiveram tempo de reagir. ‘‘Acho que nem viram o pneu voando, porque tudo aconteceu numa fração de segundo’’, contou. ‘‘Eu só pude ver no canto do olho algo passando muito rápido.’’ Sentado ao lado de Kuyers, Tim VanderMel, porém, viu o início da trajetória do pneu, voando sobre o alambrado e disse ter tido a impressão de que tudo ocorreu em câmara lenta. ‘‘Quando as pessoas viram o pneu descendo, começaram a gritar.’’
Os médicos chegaram rapidamente às arquibancadas para atender aos feridos, mas os organizadores foram criticados por não terem interrompido a corrida. ‘‘Nossa prioridade era socorrer os feridos e esvaziar o local sem pânico’’, justificou o diretor de imprensa do circuito, Tommy Cameron. ‘‘Se encerrássemos a corrida, criaríamos dificuldades para a circulação das ambulâncias e poderia haver mais feridos.’’

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