Rio de Janeiro - Fiscais do Ministério Público Estadual e policiais da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (Draco) estiveram ontem na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), munidos de mandado de busca e apreensão, emitido pelo juiz Geraldo Prado, da 37º Vara Cível do Tribunal de Justiça, a fim de obter documentos que comprovassem irregularidade na federação. Funcionários da Ferj tentaram impedir a operação e receberam ordem de prisão.
Segundo denúncia feita no MPE, teria havido evasão de renda nos jogos entre Flamengo e Cruzeiro, pela Copa do Brasil, e Flamengo e Vasco, pelo Campeonato Brasileiro, ambos em junho do ano passado no Maracanã.
Na oportunidade, foi aberto um inquérito policial no Juizado Criminal Especial (Gecrim) instalado nas dependências do estádio. Um laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) constatou a fraude, já que os números das roletas não coincidiam com o borderô divulgado pela federação.
Por volta das 10 horas, dois oficiais de justiça, três agentes e mais o delegado, Ricardo Codeceira, da Draco, chegaram na Ferj para vasculhar o local. Tanto os oficiais de justiça quanto os agentes da Draco só deixaram o prédio da Ferj por volta das 18 horas. Eles, porém, saíram sem os documentos que queriam buscar.
A alegação da entidade é a de que os documentos não estavam na Ferj porque a administração das rendas dos jogos é de responsabilidade de uma empresa terceirizada. Até às 19 horas, o presidente da Ferj, Eduardo Viana, não havia sido encontrado para comentar o caso. Ele nem sequer compareceu à sede da federação para conversar com o delegado.

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