Polícia instaura inquérito para apurar acusação de racismo
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quinta-feira, 25 de junho de 2009
Eduardo Kattah<br> Agência Estado 
Belo Horizonte - A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou ontem um inquérito para apurar a acusação de racismo feita pelo volante Elicarlos, do Cruzeiro, contra o atacante argentino Maxi López, do Grêmio, durante a primeira partida entre os dois times na noite de quarta, no Mineirão, pela semifinal da Libertadores.
Após a vitória cruzeirense por 3 a 1, já na madrugada desta quinta-feira, Elicarlos registrou ocorrência na delegacia de plantão do próprio estádio, afirmando que foi ofendido por Maxi López, que o teria chamado de ''macaco'' aos 35 minutos do segundo tempo do jogo. O inquérito foi instaurado pela 16 DP da capital mineira.
Aos delegados de plantão no Mineirão, Maxi López negou a ofensa. Em nota divulgada pela Polícia Civil, o delegado Daniel Barcelos alegou que não foi lavrado flagrante ''por se tratar de denúncia verbal, verificando-se contradição e parcialidade nos depoimentos dos jogadores (testemunhas) de ambos os times''.
Depoimentos
Após a partida, houve muita confusão no Mineirão, que se estendeu até a madrugada desta quinta-feira. O ônibus do Grêmio foi impedido de deixar o estádio para que Maxi López fosse conduzido à delegacia do local para responder à acusação do volante do Cruzeiro. O veículo, aliás, chegou a ser cercado por policiais.
Depois dos incidentes na saída do ônibus no Mineirão, a polícia mineira ressaltou oficialmente que o jogador compareceu à delegacia para prestar esclarecimentos apesar de os dirigentes gremistas ''terem apresentado resistência e feito discurso intimidador aos policiais, que agiram com firmeza''.
No depoimento, o atacante argentino do Grêmio alegou que teve apenas uma discussão ''normal de futebol e que em momento algum usou qualquer termo depreciativo'', segundo relatou o delegado. ''Alegando, inclusive, que não tinha condições de se expressar de forma tão veemente no idioma português'', completou Daniel Barcelos.


