Johannesburgo - As greves de funcionários trabalhando na Copa do Mundo se proliferam, afetando a segurança dos estádios e deixando centenas de torcedores sem ter como chegar às partidas. Ontem, agentes de segurança privado abandonaram o trabalho em dois estádios e o Comitê Organizador da Copa foi obrigado a apelar para que forças de segurança do governo garantissem a segurança dos locais.
Os funcionários do estádio Ellis Park, em Johannesburgo, que acolherá o primeiro jogo do Brasil, hoje, também se queixam das condições de trabalho. Depois de cenas de bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e protestos violentos em Durban, no último domingo, nesta segunda foi também a vez dos agentes de segurança da Cidade do Cabo deixarem seus trabalhos, colocando em risco a partida entre Itália e Paraguai.
Em Johannesburgo, uma greve de motoristas do novo serviço de ônibus impediu que centenas de torcedores chegassem ao Soccer City para o jogo entre Holanda e Dinamarca. Jackie Huntley, presidente da empresa de ônibus, estimou que pelo menos mil torcedores que já haviam comprado ingressos não chegaram ao estádio.
A preparação da Copa tem sido marcada pela frequente revolta de trabalhadores que se sentem explorados pelos organizadores do torneio por conta de salários baixos.

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