Roma - A polícia italiana confiscou, ontem, substâncias desconhecidas em uma busca realizada no hotel onde os velocistas jamaicanos Asafa Powell e Sherone Simpson estavam hospedados em Lignano Sabbiadoro, onde disputariam um Meeting nesta terça.
Os quartos dos atletas e do preparador físico canadense Christopher Xuereb foram revistados, sendo que medicamentos e suplementos musculares foram encontrados, confirmou o capitão da polícia de Údine, Antonio Pisapia. O oficial, porém, disse que não estava claro se as substâncias apreendidas eram legais ou ilegais e que as mesmas seriam analisadas.
"Estamos examinando as substâncias agora. Nenhuma prisão foi feita e ninguém foi colocado sob investigação", avisou Pisapia, depois da busca realizada no Fra i Pini Hotel, no norte da Itália.
Powell, ex-recordista mundial dos 100 metros, e Simpson, integrante da equipe jamaicana feminina que foi medalhista de prata no revezamento 4x100m nos Jogos de Londres/2012, testaram positivo para o estimulante oxilofrina, substância que faz parte da lista das proibidas pela Agência Mundial Antidoping, durante seletiva do seu país para o Mundial de Moscou, marcado para o próximo mês. Os agentes dos atletas confirmaram a existência dos casos no último domingo.
Pisapia informou que Powell e Simpson foram informados sobre os testes positivos para doping na manhã de sábado. Os dois participariam do Meeting em Lignano Sabbiadoro, mas o nome dos dois não apareceu na lista de atletas inscritos na competição divulgada nesta segunda-feira.
Powell havia sido o último homem a ostentar o recorde mundial dos 100 metros antes do jamaicano Usain Bolt quebrá-lo em 2008. Ele também ajudou a Jamaica a conquistar a medalha de ouro no revezamento 4x100m na Olimpíada de 2008, em Pequim.
Já Simpson foi medalhista de ouro do revezamento 4x100m em 2004, em Atenas, antes de faturar a prata na mesma prova em Londres, além de ter sido também segunda colocada da final feminina dos 100 metros nos Jogos de Pequim.

Patrocinador
A notícia do teste positivo de Powell e Simpson surgiu no mesmo dia em que o norte-americano Tyson Gay, outro velocista de grande destaque dos 100 metros, revelou que também foi reprovado em um teste antidoping.
E, ontem, Tyson Gay perdeu o apoio da Adidas, seu principal patrocinador. O acordo, firmado em 2005, foi suspenso ontem depois que o próprio atleta revelou ter sido flagrado em teste positivo. O norte-americano antecipou que não disputará o Mundial de Moscou, no próximo mês.
"Estamos chocados com estas alegações recentes. E, ainda que acreditemos na sua inocência até que se prove o contrário, nosso contrato com Tyson está suspenso", declarou em comunicado a Adidas, uma das gigantes do mundo no fornecimento de material esportivo.
"A Adidas tem uma política muita clara em relação à doping e uso de drogas. Todos os nossos contratos com atletas incluem uma cláusula que prevê o fim do acordo pela Adidas caso o atleta seja flagrado com drogas ou outra qualquer substância proibida", reforçou a empresa alemã.

mockup