Rio, 07 (AE) - Durante a sua permanência na prisão, Edmundo dividiu uma cela - na Divisão de Capturas da Polícia Civil (Polinter) - com outro seis presos, que foram detidos por não pagarem pensão alimentícia e costumam ficar de 3 a 30 dias detidos. Edmundo, acusado da morte de três pessoas no acidente que provocou na Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul, foi solto. Seus companheiros de cela, que nunca mataram ninguém, continuam presos. Além disso, o jogador contou com algumas regalias, que aos outros presos não são permitidas.
Entre elas, o uso de um telefone celular, o que é proibido pela Justiça. Através do celular, Edmundo recebeu diversos telefonemas, um dos quais do jogador Romário, com quem estava brigado. Na conversa, eles fizeram as pazes. Outros amigos ligaram prestando solidariedade ao jogador e, após a concessão do habeas corpus, parabenizando-o pela libertação.
De acordo com detetives da Polinter, a permanência de Edmundo na prisão foi tranquila. "Ontem, ao chegar, ele conversou até o início da madrugada com os outros presos", revelou um dos agentes. Edmundo dormiu em um colchão simples, como os demais detentos. Pela manhã, o jogador acordou cedo e recebeu o café da manhã, composto por pão, café e leite por volta das 8 horas. Um hora e meia depois, Edmundo recebeu o massagista do Vasco, Pai Santana, primeiro a visitá-lo, que conversou com ele por trinta minutos. "Ele está apreensivo e aguarda ansioso o resultado do julgamento do STJ", disse Santana. Após a saída do massagista, três amigos tentaram visitá-lo, mas o jogador não quis recebê-los.
Por volta do meio-dia, o almoço foi servido e, no cardápio, arroz e feijão, carne moída e banana de sobremesa. Os agentes informaram que o jogador não reclamou da comida. Em seguida, a deputada estadual CIdinha Campos (PDT), visitou Edmundo, com quem ficou cerca de 20 minutos. "Sou muito amiga dele e, inclusive, ele me chama de mãe", disse. "Entendo tudo que ele passou."
Nos intervalos das visitas, Edmundo conversava sobre sua trajetória no futebol e distribuia autógrafos, inclusive para agentes. O técnico do Vasco, Antônio Lopes, esteve na Polinter por volta da uma hora. "Vim trazer solidariedade dos jogadores e da comissão técnica", garantiu. Mesmo antes da concessão do habeas corpus, Lopes disse que contava com o jogador para a partida de sábado, contra o Coritiba.
Após o anúncio da decisão do ministro Vicente Leal do STJ, o ex-jogador do Vasco, Roberto Dinamite, (PSDB), e Francisco Carvalho, presidente da Superintendência de Desportos Estadual do Rio de Janiero (SUDERJ), foram os primeiros a estar com Edmundo. "Ele está eufórico com o resultado, porque merecia estar preso", disse Dinamite. Alguns torcedores, também foram à Polinter festejar a libertação do jogador.

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