Imagem ilustrativa da imagem POLÊMICA<br>Articulações bem ‘perigosas’



Apenas seis meses antes de fazer um depósito milionário de R$ 7,4 milhões na conta da filha de 10 anos do ex-presidente da CBF, o ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell, assinou um inédito contrato de patrocínio de R$ 67 milhões do clube catalão com a Qatar Foundation, órgão do governo do Emirado Árabe que investe em educação, pesquisa científica e desenvolvimento social.
Uma coisa não teria nada a ver com a outra não fosse Teixeira um dos investigados pelo Comitê de Ética da Fifa no processo que apura a compra de votos de dirigentes e integrantes do comitê da entidade para a escolha do Qatar como sede da Copa de 2022. Rosell era um dos defensores e articuladores da candidatura dos árabes. Teixeira teria sido, além de eleitor, um dos mais ativos cabos eleitorais do projeto Qatar.
A denúncia do depósito de Rosell para a filha de Teixeira, que voltou à tona em reportagem do diário inglês "Daily Telegraph", neste fim de semana, não é nova. Foi veiculada pela primeira vez, em 2012, pelo blog do jornalista Juca Kfouri no UOL. O dinheiro entrou em uma conta-poupança da menina no dia 22 de junho de 2011. O contrato entre o Barcelona e a Qatar Foundantion, o maior da história no futebol mundial, é 13 de dezembro de 2010. E, outra coincidência, foi assinado uma semana depois de o Qatar conquistar o direito de sediar a Copa de 2022.
Essa foi uma das denúncias que levou à renúncia de Teixeira ao comando da CBF e a seu cargo na Fifa. As relações do ex-mandatário maior do futebol brasileiro e Sandro Rosell são antigas, vêm da época em que o catalão era o principal executivo da Nike na América Latina e assinou contrato de fornecimento de material para a Seleção Brasileira . o que gerou uma CPI no Congresso Nacional. Rosell comercializava amistosos do Brasil e também sofreu acusações de desvio de verbas nesses jogos.

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