A Fórmula Truck vive um sábado de disputa importante em Londrina. É dia de definição do grid de largada para a sexta etapa do Campeonato Brasileiro da categoria e, mais que o ponto de bonificação reservado ao pole-position, os pilotos vão à pista, a partir das 15h, no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em busca de uma posição de grid que, todos concordam, poderá ser determinante para o resultado final da corrida de amanhã.
Com duas longas retas interligadas por vários trechos de baixa velocidade, a pista de Londrina é a que mais traz à evidência as diferenças de potencial entre os caminhões. Afinal, existem dois grupos bem distintos de equipamentos. Um, o dos caminhões pequenos, com peso inferior a quatro toneladas e motores de nove litros, como os Volkswagen e Ford. Outro, o dos grandes, que pesam quase cinco toneladas e empurrados por motores de 12 ou 14 litros - neste último caso, os da marca Iveco.
A dificuldade que a pista impõe às manobras de ultrapassagem faz com que os pilotos dispensem especial atenção ao treino classificatório, que assumir e informalmente, status de corrida. ''Estando na frente, você só perde a ponta se errar ou se quebrar'', testemunha o paranaense Wellington Cirino, que ganhou a etapa de 2008 depois de largar da pole. Cumpriu tais façanhas pilotando um Mercedes-Benz, da lista dos pesados.
''Aqui em Londrina, os pequenos levam até meio segundo de vantagem em alguns trechos, eles têm um entre-eixos menor e conseguem um contorno de curvas mais rápido'', observa Roberval Andrade, piloto de um pesado da Scania. ''Nós vamos tentar compensar essa desvantagem nos trechos de retas e no Curvão ao final da reta oposta. É onde os motores de 12 litros podem nos dar alguma vantagem'', pondera o paulista, que fez o melhor tempo nos treinos de ontem, 1min37s380.
Djalma Fogaça, da Ford, concorda com Andrade, destoando da tendência dos pilotos de atribuírem favoritismo a seus adversários, talvez como estratégia para evitar pressão. ''Os pequenos e leves têm tudo para se dar bem aqui'', diz o experiente paulista. ''O importante é ter um caminhão bem equilibrado para as saídas de curva, é preciso conseguir torque com boa tração. Esse é o acerto que pode fazer a diferença'', ensina o ''caipira voador''.
A importância dada a largar na frente é tanta que Andrade adotou com duas configurações de acerto distintas - uma priorizando o alto rendimento na busca pela terceira pole consecutiva e outra mais conservadora, para as condições de corrida. ''Penso que esta seja a estratégia mais ponderada. A pole, aqui, pode significar meia vitória'', justifica o piloto, que elegeu o circuito londrinense como pista-sede para os treinos preparatórios de sua equipe.

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