Mônaco - Mais do que em qualquer outra das 17 etapas do Mundial a conquista da pole em Mônaco, pode significar a vitória. E ao menos pelo que se viu na quinta-feira, quando ocorreram os primeiros treinos livres, a Ferrari deverá finalmente encontrar resistência para seus pilotos, Michael Schumacher e Rubens Barrichello, ocuparem a primeira fila da sétima etapa do Mundial. ‘‘Desta vez a Michelin fez um grande trabalho’’, afirmou Ron Dennis, da McLaren, que usa os pneus franceses, como a Williams e a Renault, dentre os principais. A Ferrari corre com Bridgestone.
O que também está trabalhando para a Michelin em Mônaco, além do pneu elogiado por seus pilotos, é a temperatura. Ontem ela subiu para quase 30 graus, em contraste com os 17 graus de quinta-feira. E os pneus franceses tendem a produzir mais com o calor. A equipe Renault pode ser a surpresa do treino de hoje, que acontece das 8 às 9 horas, com transmissão ao vivo pela Rede Globo.
‘‘Nosso carro é muito bom de mecânica e isso conta muito aqui’’, diz Jarno Trulli, o mais veloz no primeiro treino. ‘‘Temos para cá também um novo pacote aerodinâmico e uma nova versão do nosso motor.’’ Mas sua previsão é clara: ‘‘A Ferrari nos deixará para trás sábado (hoje).’’
Pela primeira vez desde que passou a competir com a nova Ferrari F2002, no GP do Brasil, Schumacher não esbanjou a mesma confiança de sempre. ‘‘Temos de encontrar um acerto melhor para o carro, mas o curioso é que não estamos longe dele.’’ Apesar disso, o alemão não foi além da 11ª colocação no primeiro treino.
O presidente da empresa, Luca di Montezemolo, assistirá à corrida da mureta dos boxes, junto de Jean Todt. A possibilidade de um novo jogo de equipe, ao menos como o adotado na Áustria, parece, agora, mais difícil, depois do enorme desgaste da Ferrari em todo o mundo e na nova postura dos dois.
Uma nova classificação de Barrichello na frente de Schumacher, hoje, como já aconteceu na quinta-feira, poderá começar a incomodar o alemão. E quando ele se sente ameaçado costuma errar.

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