A cena é inesquecível: Demi Moore, no filme ''Streptease'', dançando no pole dance, ainda figura no imaginário masculino. Na novela ''Duas Caras'', a atriz Flávia Alessandra também deixou muitos homens abobalhados fazendo malabarismo em uma barra.
O pole dance, para a maioria dos mortais, trata-se apenas de uma dança sensual feita em uma barra de ferro, o que para quem ensina e pratica é um ledo engano. A dança vem tornando-se com o passar dos anos uma atividade física completa, capaz de deixar suas adeptas com corpos definidos e sarados.
''Essa consciência de que o pole dance está associado a stripper está mudando. A dança tem isometria, uma força onde a mulher adquire tônus muscular, uma melhor postura, trabalha a flexibilidade, além de mexer muito com a autoestima'', explica Neiva de Oliveira, professora da dança.
Em uma aula de uma hora as alunas perdem de 300 a 700 calorias, dependendo da intensidade do esforço físico. O exercício, sem muita repetição, ainda oferece um clima de brincadeira, gerando, segundo Neiva, uma grande interação entre o grupo, geralmente composto por 10 mulheres, cada qual com sua barra.
Trabalhando diversos grupos musculares, como braços, abdômen, laterais, cinturas, coxas, glúteo e também a parte cardiovascular, as aulas começam com alongamentos e aquecimentos adequados e encerram-se com um intenso alongamento. Durante a dança, a tonificação da musculatura envolve inclusive trabalhar regiões mais sensíveis, como parte interna da coxa, dos braços e até mesmo os músculos do rosto.
''As alunas chegam aqui achando que nunca vão conseguir. Com o passar das aulas, elas veem que não é só erostimo, e acabam se envolvendo com o esporte. Tenho alunas que a mudança no corpo foi incrível. Faça chuva, faça sol, elas não faltam por nada'', conta a professora, que em seguida brinca: ''Aqui ninguém dança com cinta-liga, meia fina. Longe disso, usamos roupa de ginástica normal''.
Há um ano, Monique Gobetti dedica-se semanalmente às aulas de pole dance. Longe de ver a dança somente como algo sensual, ela fez desse exercício físico um aliado da sua saúde e do desenhado corpo. ''Logo no começo senti muita diferença. Queimei muita gordura. Não penso de jeito nenhum em parar. A cada aula quero aprender mais. Não há limite e tem sempre algo novo para aprender, isso faz com que o exercício não tenha uma rotina, não canse'', frisa.
O pole dance ganhou força no Brasil há pouco mais de cinco anos. Em Londrina a prática ainda está engatinhando e nos aproximadamente dois anos de implantação em clínicas e academias vem ganhando fãs mês a mês.
Muito comum nos Estados Unidos e na Europa, o pole dance teve origem na Índia, no século XII, e era praticado por homens que ficavam meditando pendurados em postes de madeiras e com cordas. Hoje, a sensação de bem-estar e benefícios que essa atividade oferece são imensos. Uma ótima alternativa para quem não gosta de ficar parado.

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