Ed Carlos Rocha Poderia ser melhor
Ao vencer o Rio Branco ontem por 2 a 1, o Atlético confirmou o título de campeão invicto do primeiro turno do estadual com a melhor campanha (nove vitórias e dois empates. Melhor ataque - 26 gols - e defesa menos vazada - 10 gols - e garantiu um ponto extra no primeiro turno da segunda fase. Mas, o que isso significa?
Significaria muito para os atleticanos caso o regulamento fosse inteligente. Se determinasse que ao final dos dois turnos o time com mais pontos fosse o campeão - o que todo mundo quer, menos os dirigentes -, o Atlético já teria a vantagem de começar o returno com seis pontos a mais que o Coritiba e oito a mais que o Paraná, o que realmente seria motivo de comemoração.
Com o atual regulamento, o rubro-negro certamente irá decidir o campeonato contra o Paraná, Coritiba e mais um time do interior. E aí, numa fase decisiva, a vantagem de um ou dois pontos para o rubro-negro poderá não representar muita coisa, pois fatores como desfalques, sorte e até erros de árbitros podem definir o título para um outro time.
Suspense
A derrota de ontem para o União por 2 a 1 atestou o declínio do Paraná Clube no Paranaense e criou um suspense quanto ao sucesso do tricolor no jogo da próxima quinta-feira pela Copa do Brasil, contra o Atlético Mineiro, em Curitiba. Tomara que o reencontro com a Vila Capanema ilumine o tricolor.
Sem provas
Com os 3 a 0 sobre o Londrina, ontem, o Coritiba conseguiu a terceira vitória consecutiva com Júlio César Leal. Os resultados são importantes, mas ainda não provam se o ‘‘novo’’ coxa está nos plumos. Afinal, os adversários abatidos por Leal - Francisco Beltrão, Apucarana e Londrina-, são para lá de frágeis.
Algumas constatações
Na derrota do Rexona ontem por 3 a 1 para o Leites Nestlé deu para constatar que:
- Tinha mesmo razão o técnico Bernardinho quando disse ao final das 20 partidas anteriores - 19 vitórias e uma derrota - que a equipe precisava ainda melhorar a concentração. Ontem, depois de um primeiro set fulminante, o Rexona se desestabilizou no segundo e no terceiro sets com erros infantis e permitiu a virada do Nestlé quando ganhava por 12 a 10 já no tie-break (que agora começa depois de 25 minutos de cada set). á
- Os times da superliga que questionaram a taxa elevada de hormônios da atacante Érika não conseguiram tirar o ânimo da atleta. Érika continua sendo uma das melhores jogadoras do time e também a mais querida da torcida, que cantou o seu nome várias vezes.
- Curitiba realmente ‘‘adotou’’ o Rexona. Até mesmo algumas crianças (que estavam mais preocupadas com o guaraná e com a pipoca) não conseguiram ficar imunes à contagiante alegria dos torcedores, que durante as mais de duas horas da partida não pararam um minuto de gritar e incentivar o time. No final, mesmo com a derrota, aplausos era o que se via e ouvia no ginásio do Tarumã completamente lotado.

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