PM reforça-se e coloca 700 homens em ação
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São Paulo, 10 (AE) - Depois de ter se tornado refém de corintianos e são-paulinos briguentos, no fim de semana, quando um policial foi atingido por um morteiro e um veículo do 16.º Batalhão, apedrejado, a Polícia Militar decidiu aumentar o efetivo para a primeira partida final do Campeonato Paulista, entre Corinthians e Palmeiras, domingo, no Morumbi. Cerca de 700 homens participarão do esquema de segurança. Nos jogos semifinais, 400 profissionais foram destacados para a operação.
A principal preocupação da PM é com a chegada dos torcedores ao estádio. "Estaremos muito atentos com a movimentação do público fora do Morumbi", disse o major Marcos Marinho, subcomandante do 2.º Batalhão de Choque. Amanhã será definido o número de policiais que ficarão nas proximidades do estádio. "Vamos fiscalizar todas as vias de acesso à região do jogo."
A PM teme, mais uma vez, a prática de emboscadas de grupos rivais com o uso de bombas de fabricação caseira. O 2.º Batalhão de Choque vai contar com o apoio do Comando de Policiamento Metropolitano, responsável pela segurança dos torcedores no percurso ao Morumbi. Haverá blitze em pontos de ônibus e estações de trem e metrô. Para evitar tumulto na saída das torcidas, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) vai interditar o trânsito nas avenidas próximas ao estádio por 30 minutos.
A venda de ingressos para a partida começou hoje, às 10 horas, em quatro postos: Pacaembu e Palestra Itália, para os palmeirenses; Parque São Jorge e Morumbi, para o corintianos. A Federação Paulista de Futebol (FPF) determinou que o árbitro será brasileiro. O nome ainda não está definido. A partir de segunda-feira, às 10 horas, no Palestra Itália, passarão a ser vendidos os ingressos para a final da Taça Libertadores, entre Palmeiras e Deportivo Cali. A arquibancada vai custar R$ 15,00; cadeiras descobertas, R$ 30,00 e cadeiras cobertas, R$ 40,00.