São Paulo, 23 (AE) - A Polícia Militar, por meio do 2.º Batalhão de Choque, responsável pelo policiamento nos estádios, recomenda que os dois jogos entre Corinthians e Palmeiras, dias 5 e 12, pelas quartas-de-final da Taça Libertadores da América sejam disputados no Morumbi. Pelo regulamento da Confederação Sul-americana de Futebol (Conmebol), uma partida será disputada no Pacaembu, estádio inscrito pelo Alvinegro na competição, e outro no Palestra Itália, mando de jogo do Alviverde. Os dirigentes dos dois clubes devem entrar num acordo no início da semana mudando o local dos jogos para o Morumbi, como aconteceu na primeira fase da competição.
"Pela Conmebol, o Palmeiras poderia jogar no Palestra Itália", disse o diretor de futebol do clube, Sebastião Lapola. "Apesar de ser uma competição internacional, a entidade exige que qualquer partida da Libertadores seja disputada num estádio com capacidade para 20 mil lugares." Segundo Lapola, o Palestra Itália conta hoje com 32 mil lugares.
Mas Lapola garantiu que, pelo bom senso, os presidentes Mustaphá Contursi, do Palmeiras, e Alberto Dualib, do Corinthians, devem mesmo passar o clássico para o Morumbi, diante da importância do jogo. O diretor de Futebol do Alvinegro
Luiz Henrique de Menezes, também acha que as partidas serão transferidas para o Morumbi. "Mas ainda não acertamos nada", disse hoje o dirigente.
O tenente-coronel da PM, Sílvio Villar, comandante do 2.º Batalhão de Choque, torce para que o clássico seja mesmo no Morumbi. "Por uma questão de segurança, não há condição para que os dois jogos sejam fora do Morumbi", afirmou hoje o oficial.
Villar ressaltou que a PM não pode vetar o Pacaembu e o Palestra Itália, mas vai enviar um ofício à Federação Paulista de Futebol (FPF) para ser encaminhado à Conmebol, com a recomendação que o clássico seja mesmo no Morumbi.
Se dependesse da PM os dois jogos seriam disputados no fim de semana. "Não é recomendável fazer um jogo dessa importância, com duas grandes torcidas, em duas quartas-feiras, principalmente à noite", afirmou. Na sua opinião, o jogo pode causar um caos na cidade com torcedores a caminho do estádio e pessoas, alheias ao clássico, saindo do serviço para tentar chegar em casa.
O tenente-coronel afirmou que a PM ainda não está se programando para o primeiro jogo entre Corinthians e Palmeiras. "Ainda temos muitos jogos pela frente", afirmou Villar.
Mas o Palmeiras começou a se organizar nos bastidores para tentar a absolvição do lateral-esquerdo Júnior, expulso contra o Vasco, quarta-feira, no Rio. "Ele deve ser julgado antes da primeira partida, e acreditamos que o jogador não será punido", afirmou Lapola.

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