PM não identifica agressor de Dida
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quarta-feira, 08 de setembro de 1999
Por Evaldo Magalhães 
Belo Horizonte, 09 (AE) - A Polícia Militar não conseguiu identificar o torcedor que lançou um rojão contra o goleiro Dida, do Corinthians, ontem (08) à noite, no Mineirão. O atentado aconteceu no momento em que os jogadores do clube paulista deixavam o ônibus, no saguão do estádio, e seguiam para os vestiários. Segundo o comando do policiamento do Mineirão, os militares chegaram a colher com testemunhas a descrição do responsável, mas ele conseguiu escapar, misturando-se à multidão de cruzeirenses que se aglomerava no local.
Dida, que enfrentou o Cruzeiro pela primeira vez desde sua polêmica saída do clube, em fevereiro, desceu do ônibus da delegação conrintiana acompanhado de seguranças. O veículo estava estacionado na parte interna do saguão. Do lado de fora, no entanto, centenas de torcedores mineiros, atrás de uma grade, vaiavam o jogador, classificando-o, principalmente, como "mercenário". Assim que Dida deixou o veículo, um rojão explodiu a poucos metros de onde ele estava.
O goleiro nada sofreu e nem demonstrou ter ficado assustado, mas os seguranças do Corinthians Gentil Rodrigues de Brito, o "Kojak", e Francisco Marcelino, o Chicão, sofreram ferimentos leves nas pernas, causados por estilhaços do rojão. Durante a partida, vencida pela equipe paulista por 3 a 1, a torcida do Cruzeiro - mais de 40 mil pessoas - não parou de xingar o atleta.
Apesar disso, Dida, que mantém ação na Justiça Trabalhista contra o clube mineiro, reivindicando indenização de mais de R$ 600 mil, disse não ter mágoa dos cruzeirenses, mas sim dos dirigentes do time mineiro. "Se eu fosse torcedor, talvez também estaria vaiando", afirmou. "Mas eles fazem isso por causa das inverdades que foram divulgadas", acrescentou. Ele se referia a uma suposta tentativa da diretoria do Cruzeiro de deixá-lo como vilão no processo que culminou com sua saída, primeiramente para o Milan, da Itália, por US$ 3 milhões, e depois para o Corinthians.


