PM não fez 'cordão' para isolar Flamengo
PM não fez
cordão para
isolar Flamengo
Faltando poucos segundos para terminar o jogo decisivo de sábado à noite, os policiais assistiam à partida sem se preocupar em fazer um cordão de segurança para retirar a equipe visitante, ação que costuma ser usada em uma final de campeonato de qualquer esporte coletivo. Os torcedores entraram na quadra pelos portões destinados somente à imprensa e aos juízes e auxiliares. Muitos arrebentaram a rede de proteção que cerca a quadra.
Os policiais militares argumentaram que seria impossível evitar o conflito. Nem um batalhão inteiro segura 6 mil pessoas. Não dava para evitar o confronto, comentou um soldado.
Cerca de 20 policiais estavam fazendo a segurança do jogo, quantidade considerada suficiente pelos organizadores. Para um dos integrantes da diretoria do São Miguel Futsal, a culpa foi do pivô flamenguista Vander Carioca. Esta cidade é bastante calma. Não esperávamos uma atitude violenta da torcida. O problema maior foi a provocação do Vander.
O jogador do Flamengo irritou a torcida beijando o capitão do time adversário durante a comemoração de um gol. Na confusão, ele recebeu socos e pontapés e mesmo assim tentou revidar os golpes. Soldados puxaram o jogador e seus companheiros para o vestiário, onde esperaram por quase uma hora para pegarem o ônibus e seguirem para o hotel em Medianeira (distante 25 quilômetros de São Miguel do Iguaçu), onde estava hospedados.
Machucado, Vander curiosamente falou pouco sobre a briga, direcionando suas acusações para Jovita, pivô do São Miguel, que jogou a temporada 99 para o Miécimo, do Rio de Janeiro. Carioca o acusou de ter insuflado os torcedores contra o Flamengo. Ele é meu amigo, mas o que aconteceu aqui não se faz. Vou pegar ele lá no Rio.
Jovita demonstrou tranquilidade diante das ameaças do jogador rubro-negro. Ganhar a seletiva foi muito bom. Desclassificar o Flamengo foi melhor ainda.
(Emerson Dias)





