PM diz que garantiu a segurança
O subcomandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, major Altivir Cieslak, explicou ontem que a proibição do acesso de veículos ao autódromo foi uma determinação tomada no sentido de prevenir incidentes como os que ocorreram em etapas anteriores da F-Truck, em Londrina. Segundo ele, em 2003, houve uma pessoa ferida por facão e no ano passado outra foi ferida por disparos de arma de fogo.
Por isso, este ano a realização do evento foi condicionada à separação dos veículos do público, com a concordância do Ministério Público. ''Daí impedimos a entrada dos veículos e fizemos revista nas pessoas na entrada. E desta vez não houve registro de nenhuma ocorrência dentro do autódromo'', afirmou. Convém ressaltar, porém, que nas dependências internas a organização manteve 300 seguranças particulares. Os 100 policiais fizeram a vigilância na parte externa.
Cieslak negou que os organizadores tenham sido avisados de última hora sobre o impedimento do acesso de carros. ''Marcamos uma reunião para o dia 30 de junho, mas eles não vieram''. E quanto aos veículos multados, o subcomandante disse que a PM agirá assim em qualquer que seja o evento.
Repercussão O presidente do Automóvel Clube do Café, Márcio Lima, reuniu-se ontem com Aurélio Félix e lamentou a decisão de retirar a etapa de Londrina do calendário da Truck. O Autómovel Clube é responsável pela administração do autódromo. ''Vamos conversar com o prefeito sobre isso, porque não podemos ver as principais categorias nacionais irem embora de Londrina. Prejudicando a realização de eventos, como é que vamos ter arrecadação?'', indagou Lima.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), José Augusto Rapcham, também lamentou o prejuízo que a cidade terá com a extinção da etapa local, mas considerou ''intempestiva'' a atitude do promotor da F-Truck. ''Se houve prejuízo de arrecadação, esse é um risco normal a que está sujeito todo promotor de evento'', observou. (J.K.)





