PM comemora número baixo de ocorrências Émerson Couto
São Paulo, 20 (AE) - Antes da decisão de hoje, entre Corinthians e Palmeiras, no Morumbi, a Polícia Militar comemorava o número baixo de ocorrências. No momento em que a bola começou a rolar, não havia registro de apreensão de bombas de fabricação caseira ou ingressos falsos, ao contrário de muitos outros jogos disputados este ano na capital. No saldo de detidos estavam um corintiano portando maconha, sete guardadores de carros e quatro torcedores mais exaltados.
"Está mais calmo do que no primeiro jogo", comentou o tenente-coronel Sílvio Villar, comandante do 2.º Batalhão de Choque da PM. "Parece que a rivalidade entre corintianos e palmeirenses está mais dentro de campo do que fora." Segundo Villar, comandantes das torcidas dos dois clubes mantiveram contato nos últimos dias para assegurar mais paz nas arquibancadas. "Corinthians x Palmeiras não tem sido um jogo complicado este ano", emenda.
Mesmo com um clima menos hostil entre os torcedores, a PM reforçou o efetivo hoje. Ao todo, foram destacados 780 homens para trabalhar na segurança do clássico, 300 dentro do estádio e outros 480 na parte externa do Morumbi e em alguns pontos dos arredores onde atos de violência são mais comuns.
"A chuva contribuiu muito porque esfriou a torcida", disse o promotor Fernando Capez que, desde o início do ano, tem acompanhado de perto o comportamento dos torcedores nos dias de jogos. "Pelo que tenho visto nos últimos jogos, esta decisão transformou-se em uma partida de baixo risco." Além da chuva e do policiamento reforçado, os outros fatores que contribuíram para o clima de tranquilidade, na opinião do promotor, foram a transmissão ao vivo pela TV e um número menor de torcedores palmeirenses em função do resultado do primeiro confronto - vitória do Corinthians por 3 a 0.
Sobre os atos de vandalismo na madrugada de quinta-feira na Avenida Paulista, depois da conquista da Libertadores da América pelo Palmeiras, Capez disse que os comerciantes que sofreram prejuízos poderão acionar o Estado. "Eles (comerciantes) têm direito de receber uma indenização", disse o promotor. Segundo Capez, o número de policiais no local não era suficiente.





