PM arma "Operação de guerra" na Paulista
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sábado, 19 de junho de 1999
Por Heleni Felippe 
São Paulo, 20 (AE) - Depois dos incidentes que marcaram a comemoração da conquista da Copa Libertadores pelos torcedores do Palmeiras, na quarta-feira, a Polícia Militar decidiu armar uma "operação de guerra" para receber os corintianos, hoje, na Avenida Paulista. O coronel Marcos Alcântara Lima comandou os 300 homens - integrantes do Batalhão de Choque e policiais à paisana - que trabalharam na região. O frio e a chuva que caiu o dia todo ajudaram o trabalho da polícia.
Até mesmo uma faixa com uma mensagem de amor - "Edi, te amo demais" -, que o estudante do terceiro ano de engenharia da computação Henrique Leandro Kozel, de 21 anos, levava na esperança de ser flagrado por alguma câmera de tevê, só pôde ser aberta depois que um policial retirou os suportes de madeira das laterais. "A ordem é evitar foguetes, rojões, bebida, porte de arma e pai com criança no colo", alertava o coronel Alcântara.
A primeira providência da Polícia Militar, logo no início da tarde, contou com a ajuda da fiscalização da Prefeitura - todos os ambulantes que tentavam montar suas barracas ou estacionar peruas de venda de cachorro-quente foram impedidos. Os primeiros torcedores que chegaram à Paulista depois do jogo, reclamaram de que "festa sem cervejinha não tem graça".
Precaução - Os comerciantes, temendo depredações, fecharam suas lojas antes do horário habitual, como Basílio Gonçalvez Pires, da Lanchonete Charme da Paulista. Um motorista de táxi lembrou que, na quarta-feira, viu torcedores "pegando lanches de graça" no McDonalds.
A prevenção deu o tom às ações da polícia - o advogado Carlos Narcy garantiu que foi multado por estar no carro, buzinando insistentemente -, e do comércio. O Banco Mercantil, por exemplo
instalou o seu kit anticomemoração - formado por tapumes de construção que protegem a fachada.


