São Paulo - O major Walter Gomes, responsável pelo policiamento do jogo entre Palmeiras e São Paulo, amanhã, no Palestra Itália, admite que o confronto 'não é dos mais fáceis' para a Polícia Militar. ''Dentro do estádio contaremos com 180 homens. Ainda estamos negociando o número de policiais do lado de fora, mas vamos contar com o apoio do 23º DP, da Cavalaria e do Choque. Devem ser 360 homens no total.''
O major revela que a PM aconselhou que o jogo fosse realizado em outro local. ''Dependendo dos estádios, o policiamento é mais difícil de ser feito. O Parque Antártica é um desses locais. A PM fez uma solicitação para que o jogo fosse realizado só com a torcida do Palmeiras, e o segundo só com a do São Paulo, mas isso não foi aceito'', declarou o major. ''Esse esquema já é utilizado em na Argentina.''
O major se reuniu domingo com representantes da organizada Independente, do São Paulo. ''Conversamos sobre a conduta que os torcedores devem adotar, como não entoar cantos provocativos e seguir alguns itinerários para evitar confrontos com os palmeirenses. Se eles tomarem essas medidas, não deve haver problemas.''
Ingressos Quer ingresso para ver no Palestra o primeiro duelo entre Palmeiras e São Paulo pela Copa Libertadores? Vai ser bem difícil. Esgotaram-se em cinco horas os 20 mil bilhetes colocados à venda para o jogo. Os aproveitadores (leia-se cambistas) estão fazendo a festa: cobram até 300% de ágio. Um ingresso que valia R$ 15 na bilheteria está sendo vendido por R$ 50.
Os palmeirenses, que tiveram direito a 17.900 ingressos, enfrentaram fila de até 500 metros para chegar à boca do guichê. No início da manhã, alguns grupos de cambistas se amontoavam diante das bilheterias da Rua Turiaçu e discretamente abordavam os torcedores. (A.E.)

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