Platinense confia na recuperação
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segunda-feira, 28 de abril de 1997
Edmundo Inagaki 
Apesar da má fase, a Platinense se prepara para enfrentar o Londrina, no feriado de quinta-feira, no Estádio do Café, querendo reviver os bons e velhos tempos em que era considerado pelo adversário um osso duro de roer. Lutando para sair das últimas colocações do Torneio Extra - ocupa o 11º e antepenúltimo lugar, com três pontos em cinco jogos (três empates e duas derrotas) - e evitar o retorno à divisão Intermediária, a equipe de Santo Antônio da Platina tenta recobrar o bom senso abalado pela escassez de vitórias e por mudanças sucessivas no comando técnico. Em menos de três meses de competição, Tonho e Iran Bittencourt perderam o emprego.
O atual treinador, Humberto Coccia, que levou a equipe ao vice-campeonato da Intermediária no ano passado e reassumiu o cargo na semana passada, diz que os jogadores estão sofrendo com a situação difícil na tabela. A pressão psicológica sobre eles é muito grande. Principalmente da torcida, que está sempre acompanhando de perto e cobrando os resultados. O grupo é bom, tem atletas de potencial, mas infelizmente as coisas não vêm dando muito certo.
Coccia conta que só não permaneceu à frente da equipe desde o início do Campeonato Paranaense por falta de um acordo financeiro com a diretoria do clube. Na época, como eles não quiseram pagar aquilo que eu queria, achei melhor sair. Ele preferiu não comentar o método de trabalho de seus dois antecessores, mas afirmou que faltou planejamento à equipe. Acho que poderíamos ter dado uma sequência naquilo que vinha sendo feito na Intermediária do ano passado.
O treinador acredita que o time ainda pode reagir na competição. Faltam aproximadamente 45 dias para encerrar o campeonato e sairmos dessa condição. Aqui na Platinense, os jogadores não têm nenhum problema fora de campo, o pagamento é sagrado, as premiações sempre saíram em dia. Portanto, não existe outros motivos para justificar essa fase difícil.


