Rio - O Complexo Esportivo de Deodoro, na zona oeste do Rio, foi uma das sedes do Pan que mais recebeu eventos ao fim da competição continental. Mas, ainda assim, está longe de servir aos planos traçados pelo Ministério de Esporte, que pretendia transformar a área em um centro de treinamento de atletas de alto rendimento. E isso não aconteceu, admite a pasta, por um erro de planejamento.
''Para o complexo de Deodoro se tornar um grande centro de treinamento, é preciso a construção de um alojamento para os atletas. Como os custos do Pan já estavam muito altos, optou-se por não construí-lo, o que foi um equívoco'', disse Djan Madruga, secretário nacional de esportes de alto rendimento. ''Realmente, isso está atrasando o planejamento.''
Construído em área pertencente ao Exército, sob custo de R$ 119,8 milhões, o complexo de Deodoro abriga o Centro Nacional de Tiro Esportivo - considerado um dos mais bem equipados do mundo -, além dos centros de hipismo, pentatlo moderno e hóquei sobre grama. A administração esportiva fica à cargo do Governo Federal.
Para colocar em prática o plano inicial, o Ministério do Esportes e o Exército já conceberam um projeto para o alojamento, assegura Djan Madruga. Os próximos passos são fazer orçamento da obra e buscar recursos com as leis de incentivo ao esporte. O secretário também quer levar para Deodoro outros esportes mais populares, que ajudem a atrair interesse para as atuais modalidades.
A idéia é reformar um ginásio, para abrigar treinamentos e competições de judô, e uma pista de atletismo já existente. ''Temos um compromisso firmado com a CBJ (Confederação Brasileira de Judô)'', revelou Djan Madruga. A reforma do ginásio ficaria em torno de R$ 380 mil, um valor viável e que permitira sua execução ainda este ano. Já a pista de atletismo pede um investimento estimado em R$ 1,5 milhão. (L.M./Agência Estado)

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