Planejamento correto norteou caminho uruguaio
Johannesburgo - O Uruguai não chegava a uma semifinal de Copa do Mundo há 40 anos. Desde a derrota por 3 a 1 para o Brasil, em 1970, no Mundial do México, os vizinhos sul-americanos desabaram no futebol mundial. Seus clubes perderam força, os melhores jogadores passaram a procurar outras praças. A seleção definhou, ficou fora de cinco Mundiais, entre eles o da Alemanha, quatro anos atrás.
Agora, está entre as quatro melhores do planeta. O que mudou? Para o zagueiro e capitão do time, o ex-são-paulino Diego Lugano, o que fez a diferença dessa vez foi a decisão dos dirigentes de fazer um planejamento para a seleção que visava a disputa da Copa do Mundo. ''Foi feito um projeto a longo prazo como nunca acontecera antes no futebol uruguaio. Um projeto sério, organizado, corrigiu-se muita coisa dos anos anteriores'', disse.
''Estar hoje nessa situação é não casualidade''. A reformulação na seleção uruguaia começou com a contratação do técnico Oscar Tabárez. Ele assumiu em março de 2006 com a missão de reformar a equipe. Além disso, é o responsável pelas seleções de base.
Tabárez disse aos dirigentes que precisava de tempo e apoio, pois teria de enfrentar problemas como o fato de a grande maioria dos jogadores atuarem fora do país, além da inexperiência de muitos deles, o que significaria tropeços.
Conseguiu paz para trabalhar, levou a seleção uruguaia ao quarto lugar na Copa América de 2007, teve altos e baixos. Mas seu cargo jamais esteve ameaçado. O treinador foi renovando aos poucos a equipe, dando ''rodagem'' aos jogadores. ''Estou convicto de que levo à Copa do Mundo o que o Uruguai tem de melhor, pois conheço profundamente todos os jogadores'', disse, por ocasião da convocação final. (A.L./A.E.)





