Placar magro e fraco futebol no VGD
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domingo, 28 de maio de 2006
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Enquanto esquenta a guerra de vaidades nos tribunais entre os dois clubes de futebol profissional da cidade, dentro de campo Londrina e Portuguesa esqueceram de jogar futebol no reencontro entre as equipes após três anos. O resultado foram muitas faltas 60 ao todo , um jogo fraco tecnicamente e um pobre 1 a 0 para o Tubarão B, que marcou o gol num contra-ataque após erro do time lusitano.
Atendendo determinação do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) do Paraná, a Portuguesa atuou com seu uniforme antigo, em vermelho e verde, e deixou de lado o nome Grande Londrina. Assim como o jogo, a presença do público foi um fracasso pouco mais de 500 pessoas, principalmente por se tratar de um clássico.
Na visão do técnico vitorioso, Pinheiro, o jogo foi bom. Analisando como espetáculo, o jogo foi muito bom. Dificilmente você assiste um jogo assim por R$ 5, apontou o treinador do Londrina.
Sem qualidade técnica de ambos os lados, o jeito era apelar para as faltas. Quando algum jogador ameaçava criar uma jogada, já era parado com falta.
Até os 27 minutos do primeiro tempo, os dois times não conseguiram arrancar nenhum suspiro do torcedor. Até que Roberto fez uma jogada individual e chutou para a defesa de Nei.
Quatro minutos mais tarde o Tubarão conseguiu fazer seu gol. Montemor roubou a bola no meio-campo, avançou, passou pelo marcador e tocou para Biro, sozinho na entrada da área, bater no canto direito de Nei. A Portuguesa chegou a acordar e poderia ter empatado aos 40, com Ciel, que chutou em cima de Carlão, e aos 44, com Bahia, que cabeceou para fora.
O jogo foi um pouco melhor no segundo tempo, mas nada que pudesse empolgar nem o mais otimista dos torcedores. Enquanto a Lusinha pressionava, o Tubarão se fechava e saía com perigo nos contra-ataques, mas esbarrava na própria incompetência e, às vezes, em Nei.
A situação ficou pior para a Portuguesa aos 25, quando o zagueiro Luís Henrique foi expulso. Com o jogo mais aberto, as duas equipes tentaram jogar um pouco de futebol, mas o dia não era bom. Para complicar ainda mais, a Portuguesa ficou com nove quando Amaral fez falta violenta em Roberto e foi expulso.
Faltou iniciativa e ação, resumiu o técnico da Lusinha, Walber Martins, o Knário. Já o presidente Amarildo Vieira Martins não poupou o time. Meu time tem que ter vergonha na cara. Pelo que fizeram no primeiro tempo, tem que apanhar, esbravejou.
Ofensas Mas foi após o apito final que vieram os lances mais quentes da manhã de domingo. Enquanto se dirigia das arquibancadas ao vestiário da Lusa, o diretor de futebol do clube e ex-presidente do Londrina, Dorival Pagani, foi ofendido pela organizada Falange Azul, com gritos de ladrão e traidor. O dirigente, porém, não entrou na onda. Antes do título de 92 (campeão estadual) eles falavam isso também, esnobou Pagani, lembrando da última conquista do Londrina, com ele na presidência.
EM LONDRINA
Londrina 1
Carlão; Ênio, Robson, Neto e Leonel (Luís Henrique); Alemão (Tite), Gil, Altino (Rafael) e Biro; Montemor e Roberto. Técnico: Pinheiro
Portuguesa 0
Nei; Rosinei, João Renato e Luís Henrique; Ciel (Paulista), Amaral, Almeida, Totó, Tom e Bahia (João Marcos); Ivan. Técnico: Knário
Árbitro: Douglas Eduardo de Mattos
Estádio: VGD
Expulsões: Luís Henrique e Amaral
Gol: Biro aos 31 minutos do 1º tempo


