Da Redação
‘‘Foi fantástico andar com um carro de Fórmula 1. Toda esta potência, a velocidade, e o circuito de Silverstone. Realmente uma oportunidade e experiência incríveis e indescritíveis’’. Assim definiu o amazonense Antonio Pizzonia, 19 anos, a sua primeira experiência com um carro de Fórmula 1, após 20 voltas, ontem, no circuito inglês de Silverstone, num traçado de 2.600 metros, com o FW21/Supertec, da equipe inglesa Williams. A melhor volta dele foi em 45s60.
Pizzonia foi premiado com o teste em virtude de ter conquistado em setembro o título do Campeonato Inglês de Fórmula Renault, quando venceu 11 das 13 etapas disputadas. Para o piloto amazonense, a maior dificuldade foi se adaptar ao câmbio no volante, e acalmar os mais de 20 profissionais da equipe que o estiveram ajudando. ‘‘Estavam todos nervosos, e procurei tranquilizá-los. E a melhor maneira para isto foi levar o carro de volta aos boxes, após as 20 voltas, intacto’’, revelou o ‘jungle boy’ (garoto da selva), apelido que os europeus lhe designaram este ano, e que já virou um marca para o piloto.
Frank Williams, satisfeito com o piloto amazonense, disse ao final do treino: ‘‘Estou feliz por ter dado mais esta oportunidade para um piloto brasileiro. Espero que ele tenha aproveitado a experiência, pois lembro-me que o primeiro teste que o Ayrton Senna fez com um carro de Fórmula 1 foi justamente comigo, na Williams, no circuito de Donington, e agora estamos dando esta oportunidade ao Antonio’’.
Esta foi também a última vez que um piloto dirigiu um carro da Williams com o motor Renault, já que a partir da próxima temporada a equipe inglesa irá utilizar os propulsores alemães da BMW. ‘‘Realizei um sonho que tinha desde os meus tempos de criança. O câmbio do volante faz parecer que estamos jogando um vídeo-game’’, comparou Pizzonia. ‘‘A partir de agora tudo isto já é passado, e tenho que me concentrar na Fórmula 3 inglesa, no qual competirei no ano que vem’’, disse o piloto, que conquistou no domingo o vice-campeonato europeu de F-Renault.

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