Pivô paranaense pode jogar na NBA
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quarta-feira, 20 de julho de 2005
Agência Estado 
São Paulo - O pivô paranaense Lucas Tischer está muito perto de se tornar mais um brasileiro na NBA. O jogador, nascido em Marechal Cândido Rondon (Oeste do Paraná), ''encantou'' o técnico Mike D'Antoni, do Phoenix Suns, em sua passagem pela Summer League em Las Vegas: mal chegou ao Brasil no domingo, ele recebeu um e-mail com proposta para defender a equipe norte-americana por dois anos.
Como as inscrições da NBA serão abertas apenas na sexta-feira, Lucas prefere aguardar para anunciar se aceitará ou não, porque também tem convite excelente de um time da França. No último Campeonato Nacional, ele defendeu a equipe paranaense de São José dos Pinhais.
''Ainda não sei se vou jogar no Phoenix porque só acredito em alguma coisa com o contrato nas mãos. Claro que sonho em jogar na NBA, mas a proposta da Europa é impressionante. E mais concreta. O que posso adiantar é que estou feliz e realizado com as duas grandes propostas'', contou o jogador de 22 anos, 2,07 m e 130 kg.
Se aceitar a proposta do Phoenix Suns, Lucas Tischer será o quinto jogador brasileiro na temporada 2005/2006 da NBA. E terá Leandrinho como companheiro de equipe. Além deles, Nenê (Denver Nuggets), Baby (Toronto Raptors) e Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers) jogam na liga norte-americana de basquete.
Na Summer League, uma espécie de torneio preparatório da NBA sem as grandes estrelas da liga , Lucas Tischer disputou 6 partidas. E teve médias de 6 pontos e 3,7 rebotes nos 13,7 minutos em que esteve em quadra por partida.
''Nas duas semanas da competição fiz tudo aquilo que o técnico mandava. Os dirigentes queriam, por exemplo, que eu pegasse cinco rebotes em um tempo determinado. No fim da competição, disseram que não fiz nada a mais ou a menos do que me pediram'', revelou Lucas.
Apoio O primeiro contato do jogador com o Phoenix Suns foi um dia após o draft seleção dos melhores jogadores universitários e estrangeiros para entrar na NBA. Embora Lucas Tischer não tenha sido escolhido, os dirigentes do time entraram em contato com ele.
Leandrinho, também brasileiro e armador dos Suns, havia elogiado o compatriota. ''No dia do draft não entendi o que houve. Mas eles se justificaram dizendo que ficaram com medo porque não conheciam meu jogo. O teste foi na Summer League'', explicou Lucas.
Leandrinho ''ajudou muito'', segundo Lucas Tischer. ''Não entendia nada de inglês e Leandrinho me auxiliava'', disse.
Aliás, aprender a língua é exigência do Suns. Nesta semana, o jogador inicia aulas particulares diárias. Mas o maior problema para se adaptar ao basquete norte-americano nem é a língua. O pivô falou dos árduos treinos que teve de enfrentar para o draft. ''Chegava de volta e ficava na banheira com gelo até a cintura. O treino lá é uma loucura! Muito forte! Mas já estou preparado.''


