Pivô do Denver reafirma boicote à seleção brasileira
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quarta-feira, 03 de agosto de 2005
Agência Estado 
São Paulo - Fora da seleção brasileira de basquete que se prepara para a Copa América no fim do mês, o pivô Nenê Hilário, do Denver Nuggets da NBA, garante que só volta ''quando as condições do basquete brasileiro estiverem aceitáveis''. Desde terça-feira no Brasil, o jogador participa do Adidas Superstar Camp na Hebraica, primeira edição da clínica de basquete na América Latina. ''Sem profissionalismo não dá para jogar. A gente tem de estar feliz para jogar. Eu não estava feliz na seleção'', desabafou.
Recuperando-se de uma contusão no joelho direito, Nenê prefere não polemizar: ''Tudo o que tinha para falar sobre esse assunto (seleção), já falei. Quero só tocar meu treinamento. Estou cansado de ouvir o Brasil do passado...'', disse o jogador, que acredita que na Copa América ''a seleção tem tudo para estourar porque é muito jovem e talentosa''.
Para Joe Santos, seu agente, Nenê estava insatisfeito com ele mesmo. ''Ele voltou de Porto Rico (o Pré-Olímpico, quando o Brasil não conseguiu vaga para a Olimpíada de Atenas/2004) dizendo que o time podia ter jogadas melhores, que podia ter sido mais bem aproveitado e ter sido o líder da equipe. Não tem bronca de ninguém. Não tem bronca do técnico (Lula Ferreira)'', explica o português.
Ainda de acordo com o empresário, o jogador espera administração mais transparente da CBB. ''O Brasil tem muito talento. Por que não ter uma administração desse nível?'' Além disso, Joe tentou trazer dois técnicos norte-americanos para auxiliar a seleção, mas a CBB não aceitou.
A Argentina não contará com o time principal na Copa América. ''Depois da conquista do ouro olímpico, tiramos férias. Mas temos uma segunda equipe que terá um ótimo desempenho'', já adianta o argentino Andres Nocioni, do Chicago Bulls.


