Pivô do caso Nuzman diz ser vítima de racismo
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terça-feira, 17 de outubro de 2017
Folhapress 
São Paulo - Acusado de ser protagonista do esquema de compra de votos para o Rio de Janeiro ser eleito sede da Olimpíada de 2016 e que colocou Carlos Arthur Nuzman na cadeia, Papa Massata Diack se diz vítima de racismo. Filho de Lamine Diack, preso desde novembro de 2015 após ser acusado de encobrir doping de atletas russos, o dirigente nega que tenha cometido crime e afirma acreditar que entrou na mira da lei por ser negro.
"Essa é a maior mentira no mundo dos esportes. Posso aceitar ser acusado, mas nunca provaram que eu sou o marco zero. Dizem que Lamine Diack e seu filho estão atacando atletas, e depois de 22 meses de investigação onde estão as provas? Apenas artigos na imprensa. Se tivessem provas, teriam ido para o tribunal. É um problema para um homem negro, uma pessoa africana, ter tanto sucesso depois de 16 anos de administração na Federação Internacional de Atletismo [Iaaf]", disse Diack, referindo-se ao cargo ocupado por seu pai, em entrevista ao jornal americano "The New York Times".
Autoridades francesas encontraram pagamento de dois milhões de dólares para contas bancárias controladas por Diack perto do dia em que o Rio de Janeiro foi escolhido como sede das Olimpíadas de 2016. No mesmo dia, o filho do ex-presidente da Iaaf transferiu 300 mil dólares para Frankie Fredericks, que tinha direito a voto. De acordo com Diack, as transferências são uma "infeliz coincidência", já que na época os brasileiros patrocinavam um novo evento criado pela Iaaf.


