São Paulo - O ministério do Esporte e a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) anunciaram ontem, em São Paulo, a lista final com 19 atletas da modalidade contemplados com a Bolsa Pódio. A principal novidade foi a inclusão das atletas do revezamento 4x100m feminino, que foi desclassificado da final da prova no Mundial de Moscou. Só Vanda Gomes, tida como responsável pela queda do bastão, que ficou de fora.
Vanda, logo após a prova, falando ao vivo para a TV, reclamou que a equipe treinou pouco e que, por 40 dias, alimentou-se e dormiu mal. As declarações deflagram uma crise, a ponto de a CBAt decidir denunciá-la ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), pedindo que fosse suspensa. Suas companheiras em nenhum momento saíram em defesa de Vanda.
Para não dar a Vanda a Bolsa Pódio, a CBAt alegou que ela não correu a semifinal, que acabou servindo como critério para conceder a bolsa, uma vez que o Brasil não completou a final. Titular da equipe, Rosângela Santos correu a prova que colocou o Brasil na final, já sabendo que não teria condições físicas de participar de mais uma prova.
Assim, foram contemplados: Bruno Lins (200m), Anderson Henriques (400m), Mahau Suguimati, (400m com barreiras), Thiago Braz, Augusto Dutra, Fábio Gomes (salto com vara), Mauro Vinícius ("Duda", no salto em distância), Ronald Julião (lançamento do disco), Carlos Chinin (decatlo), Ana Cláudia Lemos, Franciela Krasucki (100m), Fabiana Murer (salto com vara), Keila Costa (salto triplo), Jucilene Sales de Lima (lançamento do dardo), Hugo Balduíno, Pedro Burmann, Wagner Cardoso (revezamento 4x400m), Evelyn dos Santos e Rosângela Santos (revezamento 4x100m).
O Plano Brasil Medalhas pretende gastar R$ 1 bilhão durante o ciclo olímpico para investir nos atletas com chance de pódio nos Jogos do Rio. Além de bolsa de R$ 15 mil, com validade de um ano, os atletas também têm direito a R$ 20 mil para compra de equipamentos e participação em competições e treinamentos. Ainda ganham uma equipe multidisciplinar, formada por profissionais como preparador físico e nutricionista, com salários individuais de até R$ 5 mil pagos pelo governo.

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