São Paulo - Acusado de assassinato premeditado da namorada e modelo Reeva Steenkamp, na última quinta-feira, o corredor Oscar Pistorius vai continuar preso pelo menos até hoje, de acordo com o juiz que instrui o caso, Desmond Nair.
Após a audiência de ontem, o magistrado anunciou o adiamento da decisão após o pedido do promotor Gerrie Nel, que solicitou mais tempo para preparar sua resposta à declaração jurada formulada por Pistorius, na qual negou que tivesse a intenção de matar a modelo Reeva.
"O senhor permanecerá em custódia até a convocação do tribunal amanhã (hoje) às 9h (4h de Brasília)", disse o juiz Nair a Pistorius.
Na audiência de ontem, o promotor Gerrie Nel justificou que o assassinato foi premeditado porque Pistorius atirou três vezes contra Reeva Steenkamp. "A vítima foi atingida três vezes quando estava no banheiro. A porta do banheiro foi derrubada pelo lado de fora. Acreditamos que a porta estava trancada com chave", disse Nel, afirmando que o corredor colocou as próteses, caminhou sete metros e atirou com a porta fechada, o que demonstra, segundo Nel, que foi um ato premeditado.
No entanto, o advogado do atleta, Barry Roux, declarou que a morte de Reeva Steenkamp "não foi um assassinato premeditado". "Não há nenhum elemento que indique a mínima premeditação. Tudo o que sabemos é que se trancou no banheiro. Ela foi morta no banheiro (...) ele acreditou que era um invasor", disse.
Ainda ontem, o caixão de Steenkamp chegou a uma capela de Port Elizabeth, onde o corpo da namorada de Pistorius, uma modelo de 29 anos, foi cremado.

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