A primeira visita da Fórmula Indy ao Japão não repetiu o fracasso da Nascar, stock car americana, que passou pela Ásia quase despercebida no ano passado. A corrida de sábado teve um público de 55 mil pessoas e mais de 800 jornalistas, segundo números da Cart. Quase todos os ingressos foram vendidos, pois os organizadores colocaram menos da metade dos 132 mil lugares disponíveis para o público. Para coroar a festa, só faltaram a vitória de um carro da Honda, um acesso melhor nas estradas e a badalação que normalmente toma conta do GP de Fórmula 1 de Suzuka. A Honda gastou US$ 480 milhões na construção do autódromo de Motegi, mas esqueceu de melhorar as estradas que levavam o público, os jornalistas e membros das equipes ao circuito. Em estreitos caminhos de mão dupla, houve engarrafamentos de mais de 50 quilômetros e parte dos torcedores só chegou ao autódromo com a corrida já pela metade.
Os pilotos se livraram do congestionamento porque dormiram no hotel dentro da pista. Mas quem saiu das cidades vizinhas de Utsunomiya e Mito, a cerca de 40 quilômetros da pista, levou duas horas para chegar. Tirando a dificuldade de acesso, o autódromo foi aprovado com louvor. Os pilotos classificaram o circuito como o mais moderno da Indy, com ótimas acomodações. Banheiros com piso de mármore, boxes amplos e bem equipados foram os pontos de destaque. O traçado oval também ganhou elogios.

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