Pista argentina pode equilibrar 600º GP
PUBLICAÇÃO
sábado, 12 de abril de 1997
Da Redação 
France PresseBastidoresMichael Schumacher, descontraído no box, parece não ter se importado com a ironia de Jacques Villeneuve Para o campeão Damon Hill, o circuito Oscar Galvez, em Buenos Aires - que sedia hoje a terceira etapa do Mundial e 600º GP da história da Fórmula 1 - é uma pista de rua construída dentro de um autódromo. Suas curvas são lentas e não há nenhuma grande reta, disse. A maioria dos pilotos concorda com o piloto da Arrows. É neste clima que as equipes entram na pista, na qual largar na frente é grande vantagem, principalmente se o piloto for da Williams. Mas a briga promete ser dura, pois Benetton, Ferrari e McLaren também estão no páreo. A largada será às 13 horas e a Rede Globo mostra a corrida ao vivo.
Por ser um traçado de difícil ultrapassagem, deve nivelar as demais escuderias, que poderão pelo menos sonhar com um pódio ou, na pior das hipóteses, ficar entre as seis primeiras. Neste caso estão a Prost, que surpreende neste início de campeonato, a Arrows e até a Stewart. Rubens Barrichello, da Stewart, diz que muita gente estará brigando pelo primeiro lugar. Mais animado está Pedro Paulo Diniz, da Arrows, achando que os pneus Bridgestone poderão fazer a diferança. O traçado de Buenos Aires é muito bom para nossa equipe e os pneus, avalia.
A expectativa, porém, fica mesmo para Jacques Villeneuve, Heinz-Harald Frentzen, Michael Schumacher, Gerhard Berger, Jean Alesi, David Coulthard e Mika Hakkinen. Agora, se chover, quem utiliza pneus Bridgestone poderá surpreender, como a Arrows, Tyrrel, Stewart e Minardi.
Em São Paulo, Jacques Villeneuve desembarcou de boné e de mochila nas costas. Em Buenos Aires, não hesitou em afirmar que correr em pistas como a do GP da Argentina é entediante. A Fórmula 1 nesses circutos onde ninguém passa ninguém é muito chata. E que nenhum jornalista ouse perguntar algo a respeito de seu pai, o mito Gilles Villeneuve, morto num acidente em 82.
Vim aqui trazido por minhas próprias pernas, chegou a dizer ano passado, procurando desfazer qualquer relação entre a sua presença e a de seu pai na F-1. Jacques Villeneuve, 26 anos completados quarta-feira, é o verdadeiro anti-herói da categoria.
Alguns pilotos trabalham seu marketing, criando em torno de si a imagem de personagens que nada têm a ver com a dos pilotos. Jacques Villeneuve é natural mesmo e não trabalhado. Ele trouxe dos Estados Unidos a espontaneidade dos pilotos da F-Indy e sequer as filtrou. Schumacher? Não sei quem ele é, apenas o vejo nas pistas e de capacete, falou recentemente.


