Rio - A chuva e o vento não atrapalharam apenas as partidas de tênis e softbol. Teriam também apagado a chama da pira pan-americana, instalada no estádio do Maracanã, pelo menos duas vezes: na manhã de ontem, durante 30 minutos, e no início da tarde. A informação foi logo desmentida pelo Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos (CO-Rio) que, por meio de sua assessoria de imprensa, notificou que a chama teria sido apenas ''reduzida a seu nível mínimo para testes visando à cerimônia de encerramento do Pan'', no domingo. Imagens apresentadas pela Rede Globo, no entanto, fazem acreditar que a pira ficou realmente apagada.
Segundo os organizadores, a pira tem três níveis de chama: a de festa, em que está com sua potência máxima; a de competição, em que o fogo é diminuído durante uma partida de futebol para evitar danos eventuais; e a de manutenção, em que a chama é reduzida ao menor nível possível, estágio em que teria ficado ontem.
Se confirmado, o incidente quebra com uma tradição do esporte olímpico, cujo espírito é simbolizado pela chama que nunca se apaga.
A pira tem formato arredondado, que lembra o sol. A primeira maquete foi feita em papel-alumínio e a segunda, com lata de cerveja. A oficial, feita de alumínio, tem seis metros de diâmetro, seis metros de altura, e pesa cinco toneladas. Do cone central, partem outros oito, que simbolizam os raios de sol.

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