São Paulo - Com a experiência de três campeonatos mundiais de Fórmula 1 na carreira, o ex-piloto Nelson Piquet mandou ontem, do Autódromo de Interlagos, um duro recado para Rubens Barrichello: ‘‘Ele precisa é parar de encher o saco’’, disse Piquet, ao falar sobre as reclamações do brasileiro, indignado por correr com o carro velho da Ferrari, ao contrário de Michael Schumacher, que já usará o modelo novo da escuderia.
Para Piquet, o fato de Rubinho ter chegado a Ferrari já é uma grande vitória e, portanto, ele não tem motivo nenhum para ficar triste. ‘‘Ele (Barrichello) sabe que é pior que Schumacher, não tem como competir’’, afirmou.
O tricampeão nos anos 1981, 83 e 87 disse que ainda tem o hábito de ir aos autódromos, para ver os amigos e sentir de novo o clima das corridas.
Vistoria – A pista de Interlagos recebeu o sinal verde para o GP do Brasil. O delegado de segurança da FIA, Charlie Whitting, fez nova inspeção ontem e viu que tudo o que pedira na véspera foi feito. O nivelamento da área de escape no S do Senna e na Curva do Laranjinha foram feitos – no primeiro ponto, sobrou para as plantas que ornamentavam o local, que foram ‘‘massacradas’’ – e os carros de serviço na descida do Lago foram deslocados para outros pontos, deixando o trecho mais seguro.
Visitantes – Os pilotos brasileiros da Indy Racing League (IRL) aproveitaram o GP do Brasil para dar uma passadinha por Interlagos. Ontem, Felipe Giaffone e Hélio Castro Neves tiraram parte da tarde para perambular pelo paddock. Giaffone passou um bom tempo conversando com o pai de Felipe Massa, Luís, no boxe da Sauber. Helinho fez contatos. Afinal, busca uma vaga na F-1.

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