Paulo WolfgangPara o tricampeão, a solução dos autódromos é a privatizaçãoO tricampeão mundial de Fórmula 1, Nelson Piquet, que esteve ontem em Londrina, no lançamento da campanha publicitária da Reifor, disse que não tem interesse em assumir o Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina, que será privatizado. ‘‘Para mim é muito longe. Tudo o que faço é com amor e não como negócio. Já tenho o de Brasília e uma parceria em Pinhais, e seria muito difícil eu assumir mais um compromisso’’, observou.
A declaração de Piquet serviu para desfazer os boatos que tomaram conta do meio automobilístico da cidade durante a semana, e serviu para esclarecer as dúvidas. ‘‘Se alguém assumir o controle do autódromo, esta pessoa tem que estar presente no dia-a-dia. Tem que gostar. Precisa ser alguém daqui. Agora, se um grupo assumir o comando e me convidar em uma parceria eu sou capaz de aceitar’’, observou.
Para Piquet, a privatização é a única salvação dos autódromos hoje em dia. ‘‘O de Brasília, até dois ou três anos atrás era um lixo. Hoje tem tudo funcionando, todos os boxes possuem televisão, a manutenção está em dia. Tiramos um peso do governo. Por isso digo que quem quiser pegar o comando de um autódromo, primeiro tem que saber fazer automobilismo, ser mais profissional. Para os que pensam o contrário, é necessário dizer que a privatização não é da propriedade e sim da administração. Toda a benfeitoria fica para o governo, aqui no caso, para a prefeitura’’, ressaltou Piquet.
O tricampeão mundial de F-1 aceitou o convite dos organizadores das 500 Milhas de Londrina, Beto Borghesi, Aloysio Moreira e Daniel Procópio, e confirmou presença na prova que acontece no dia 13 de dezembro.

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