Pioneira no esporte, Família Romangnolli coleciona títulos
A família Romangnolli é uma verdadeira colecionadora de títulos em se tratando de luta de braço. Na casa do patriarca, Leopoldo Romangnolli, 58 anos, estão expostos dezenas de troféus e medalhas conquistadas por ele e pelas três filhas Cristiane, Fabiana e Viviane , todas campeãs brasileiras. Cristiane, inclusive, foi a primeira paranaense a praticar luta de braço, tendo sido campeã mundial em 1981.
Leopoldo conta que em meados da década de 70 participou do primeiro campeonato de luta de braço em Londrina. Foi um torneio promovido por Sebastião Aguiar na TV Coroados. ''As rodadas aconteciam aos sábados e eram transmitidas ao vivo'', recorda o empresário, que sagrou-se tricampeão sul-americano, mas de levantamento básico.
Além de atleta, Leopoldo tinha uma academia de musculação, onde vários alunos eram praticantes do esporte. Entusiasmado, o empresário formou uma equipe que começou a disputar e ganhar campeonatos. Vivendo o dia-a-dia do pai e da academia, a menina Cristiane Romangnolli Perfetto, então com 11 anos, decidiu aprender os segredos da luta de braço. ''No começo pensei que ela não continuaria. Mas ela mostrou que tinha qualidade'', conta o pai orgulhoso.
Parece inacreditável, mas com 11 anos, Cristiane tornou-se campeã mundial da categoria até 40 quilos, em Brasília. Até os 19 anos, ela continuou sendo campeã brasileira, porém nunca mais disputou outro Mundial.
Por ter sido a precursora entre as mulheres, Cristiane afirma que sofreu muito preconceito. ''As pessoas falavam que eu ficaria musculosa e não conseguiria casar, entre outras coisas'', diz a professora, casada.
Impulsionada pela irmã mais velha, Fabiana Rezende Romangnolli, 31, também passou a treinar e competir. Ela conquistou o título brasileiro quatro vezes e foi outras três vice-campeã. Não conquistou outros títulos, pois só aceitava participar de campeonatos quando estava bem preparada. Fabiana comenta que as pessoas desdenhava dela nos campeonatos por ser pequena. ''O segredo da luta de braço é a técnica e a agilidade, e não a força'', ensina.
A irmã mais nova, Viviane, 27, foi a que permaneceu menos tempo no esporte, já que não ''gostava de treinar''. Mesmo assim, conquistou o título nacional em duas oportunidades. As três irmãs deixaram de jogar por motivos semelhantes: os estudos e o casamento, no caso de Cristiane e Viviane. (G.A.)





