Pilotos vão estudar os problemas
Mário CésarBeto Borghesi, membro da comissão criada por Antônio BelinatiAo tomar posse na Prefeitura de Londrina no início deste ano, o prefeito Antônio Belinati nomeou uma comissão de pilotos para estudar os problemas do Autódromo Internacional Ayrton Senna. Inicialmente foram chamados Beto Borghesi, que disputa a F-Uno brasileira; Tazzio Borghesi, campeão paranaense da Copa Corsa; e Aloysio Moreira, que este ano estréia na F-Uno. Mais três nomes foram incluídos: Marcos Albuquerque, ligado ao motociclismo, Valter Pruner e Carlos Sardi, da Speed Fusca.
Elogiado por pilotos e chefes de equipes desde a sua inauguração, em 91, o autódromo londrinense, no entanto, sempre teve um ponto que causou polêmica: a curva do estádio, no final da reta dos boxes. A pessoa vem embalada e vira para a direita e esquerda e a freada é forte. O carro balança muito e qualquer toque a batida no muro é certa, conta Beto Borghesi.
Visando resolver este problema, foi convidado Edson Novais, o Edinho, da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), para estudar uma mudança neste trecho da pista. A meta é fazer uma chicane, criando, desta forma, um ponto de ultrapassagem e aumentando a área de escape. Com esta alteração, a pista que tem 3.145 metros, irá perder 121, ficando com 3.024 metros, diz Beto Borghesi.
Sobre a não inclusão de Londrina no calendário do Chevrolet Challenge, Beto Borghesi diz que a comissão e a prefeitura irão entrar em contato com os promotores do evento, tentando trazer uma das três provas marcadas para Interlagos.
OnéssimoDiretor do Autódromo Internacional Ayrton Senna de 92 a 95, período em que o circuito londrinense sediou o maior número de provas nacionais, Onéssimo Francisco de Assis, disse que a única maneira de Londrina não perder estes eventos é ir atrás de quem organiza este evento.
Quando as pistas de Pinhais e Jacarepaguá não estavam prontas, e Interlagos passava por reformas, foi Londrina quem segurou as pontas para que todas as etapas programadas fossem realizadas, disse Onéssimo. Resolvido o problema da pista na curva do Estádio, tenho certeza de que não haverá mais motivos para haja reclamações. Aí sim o prefeito Belinati, a comissão de pilotos e autoridades terão que ir atrás dos organizadores, assinala.
Os anos de 94 e 95 foram os de maior número de provas nacionais em Londrina. Em 94, duas da F-3 e uma da Stock Car, F-Chevrolet, Uno, F-Ford e Marcas. No ano seguinte, mais ainda, com duas corridas de F-3, duas do Chevrolet Challenge e duas da Uno, e a extinta F-Ford. Com as reinaugurações de Pinhais e Jacarepaguá, este número caiu no ano passado: uma da F-3, Chevrolet Challenge e Uno, o que é normal. Agora, em 97, segundo os calendários divulgados, Londrina fica com uma etapa da F-3 e uma da Fiat Turismo (Palio e Uno). (A.M.)





