O finlandês Mika Hakkinen, da McLaren, que disputa nos Estados Unidos sua penúltima corrida na Fórmula 1, já que irá se aposentar depois do GP do Japão, definiu com precisão o clima no autódromo de Indianápolis, ontem: ''Estou surpreso. Meus amigos me diziam para não viajar para cá, por causa do perigo, e o que vejo aqui?'', questionou. ''Estamos mais preocupados na Europa com tudo o que aconteceu na América que os próprios norte-americanos.''
Sob clima de completa distensão começa hoje a disputa do GP dos Estados Unidos, com os primeiros treinos livres. Todo o noticiário que envolve os episódios trágicos do dia 11 em Nova York criaram em torno da prova de Indianápolis grande apreensão.
Ao menos ontem, no entanto, o ambiente no autódromo sugeria que a corrida seria realizada em outro país, e não naquele que está prestes a promover uma ação militar contra o Afeganistão. ''Cheguei há pouco, mas tudo me parece ainda mais tranquilo que no ano passado'', comentou Ralf Schumacher, da Williams.
Das 11 equipes, Ferrari, Jordan e BAR farão homenagens com bandeiras dos EUA e mensagens de apoio às vítimas pintadas nos carros. Já entre os pilotos, a manifestação é mínima. Boa parte parece que quer esquecer os problemas.
Ontem, na coletiva da FIA (entidade máxima do automobilismo), questionados se sentiam receio por estar nos EUA, os cinco pilotos presentes, Pedro de La Rosa, Mika Hakkinen, Juan Pablo Montoya, Kimi Raikkonen e Jacques Villeneuve, só balançaram a cabeça, fazendo sinal de negativo.

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