Pilotos são obrigados a desistir de sonho
Os pilotos admitem que a situação é desanimadora. Considerado uma das promessas do automobilismo brasileiro, o londrinense Pedro Saderi, de apenas 17 anos, já desistiu do sonho de correr fora do Brasil. "Tinha planos de ir para fora, tentar fórmula, mas é muito dinheiro e acabei desistindo desse sonho para ficar no Brasil", disse o garoto, que hoje faz planos mais modestos de correr de carros de turismo, mas ainda luta por patrocinadores.
"Hoje em dia, não adianta ter talento. Se não tiver dinheiro para comprar equipamento, pode ter certeza que não vai andar na frente. É muito frustrante", lamentou o garoto, que começou a andar de kart há quatro anos e já foi duas vezes vice brasileiro e campeão estadual e da Copa Sul na categoria graduados.
Gustavo Myasava, outro garoto de 17 anos, de Cascavel, encara o mesmo cenário. "A gente depende muito de patrocínio e o mercado econômico está muito difícil", observou o piloto, que corre também na Fórmula 3 Sul-Americana e só consegue se manter graças a um projeto aprovado pela Lei de Incentivo ao Esporte. "Antes era meu pai quem pagava tudo. Agora tenho dois patrocinadores e aliviou bastante", conta ele.
"Ainda sonho um dia chegar à Fórmula 1, mas tenho de ser sincero comigo mesmo. Sei que é muito difícil. Então, ficarei feliz se um dia chegar ao menos à Stock Car e conseguir sobreviver do que amo fazer", desabafou Myasava, tetracampeão sul-brasileiro de kart. (R.S.)





