Agência Estado
Nurburgring, Alemanha
Mika Hakkinen, da McLaren, e Eddie Irvine, da Ferrari, já estão vivendo o clima de decisão do Mundial de Fórmula-1. Ontem, durante entrevista coletiva em Nurburgring, onde domingo será disputado o GP da Europa, antepenúltimo da temporada, suas respostas foram sempre evasivas, típicas de quem não deseja informar nada ao adversário. O único comentário contundente veio de Irvine, ao falar de Michael Schumacher: ‘‘Achei que eu e ele corrêssemos pela mesma equipe’’, disse, referindo-se ao favoritismo ‘‘destacado’’ da McLaren atribuído pelo alemão.
Hakkinen tentou esconder a estratégia da equipe inglesa. ‘‘Vocês (jornalistas) sabem qual é a política da McLaren: enquanto eu e o David (Coulthard) tivermos chances de ser campeões, não há primeiro ou segundo piloto.’’ Logo em seguida, desmentiu a si próprio. ‘‘Mas as coisas podem mudar ao longo do fim de semana.’’
David Coulthard contou que, até que a corrida se inicie, não é possível definir se ele terá mesmo de trabalhar para Hakkinen, como já afirmou Ron Dennis, sócio e diretor da McLaren. ‘‘Vocês querem sempre saber dos nossos planos antes mesmo de nós os termos elaborado.’’
Os quatro pilotos com chances de conquistar o título estavam sentados lado a lado na sala de imprensa do belo autódromo alemão. Heinz-Harald Frentzen, da Jordan, não demonstrou o mesmo otimismo de Irvine. ‘‘Nas pistas em que necessitamos de muita pressão aerodinâmica, como esta, nosso carro não é tão rápido como em Monza, circuito de alta velocidade.’’ Frentzen venceu o GP da Itália.
Já o norte-irlandês da Ferrari lembrou que nos testes de Fiorano e Mugello, semana passada, experimentou várias modificações aerodinâmicas que tornaram o modelo F399 mais veloz. ‘‘Demos um passo adiante, com certeza’’, falou Irvine. ‘‘Além de termos evoluído o carro, os piores traçados para nós já passaram; a Ferrari, nessas três etapas que restam, lutará pela vitória.’’
Nesse instante, a imprensa italiana comentou com Irvine as declarações de Michael Schumacher, quarta-feira, no seu kartódromo em Kerpen, distante cerca de 70 quilômetros do autódromo de Nurburgring. O alemão interrompeu o cruzeiro que fazia com seu iate no Mediterrâneo para o tradicional encontro com os mecânicos e dirigentes da Ferrari. ‘‘A não ser que Hakkinen e Coulthard errem, Irvine não terá chance alguma no GP da Europa’’, expressou Schumacher. ‘‘Bravo Michael, bela demonstração de carinho pela Ferrari’’, afirmou Irvine.
Hakkinen abordou o grave erro cometido dia 12 no GP da Itália, quando liderava com folga a prova. ‘‘Testei durante três dias em Magny-Cours e resgatei minha autoconfiança.’’
Para Rubens Barrichello, da Stewart, as corridas disputadas em circuitos onde há a necessidade de muita pressão aerodinânica, a exemplo de Nurburgring, são boas para sua equipe. ‘‘Na Hungria só não fui bem em razão da escolha equivocada dos pneus’’, lembrou. Ele optou pelos duros enquanto os moles mostraram-se melhores na prova. ‘‘Acho que ao menos aqui podemos deixar a Jordan e a Williams para trás novamente.’’Em entrevista coletiva, Hakkinen e Irvine dão respostas evasivas típicas de quem não deseja informar nada ao adversário
France PresseDESCONTRAÇÃO NA MCLARENCoulthard (E) brinca com Hakkinen em Nurburgring: piloto finlandês diz que já resgatou a auto-confiança

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