Sakir - A maioria dos pilotos conheceu o autódromo de Bahrein, em meio ao deserto de Sakhir, ontem. E ficou impressionada. Mas, ao mesmo tempo, depois de percorrer os 5.411 metros do traçado projetado pelo alemão Herman Tilke, com carros de passeio ou a pé, ficou decepcionada: a maioria das curvas é de baixa velocidade e não representa nenhum desafio maior. Hoje, a partir das 5 horas, eles irão conhecer, de verdade, o que é pista.
O que os pilotos não entendiam era que Tilke teve todos os recursos e espaços possíveis e mesmo assim concebeu um traçado com quatro curvas de primeira marcha. ''Existe apenas um ponto em que seremos mais exigidos (curvas 10 e 11), o restante é parar o carro no freio e contornar a curva bem devagar. Será duríssimo para os freios'', previu Rubinho. Mas sobraram elogios para a qualidade do asfalto.
Michael Schumacher lembrou que a pista é menos desafiadora que a da Malásia, projetada igualmente por Tilke. O vencedor das duas primeiras etapas do campeonato, líder na classificação com 20 pontos, comentou gostar de conhecer novos lugares.
Quem se manifestou a respeito da segurança do GP de Bahrein foi o Ministério das Relações Exteriores da Inglaterra. Em nota que chegou ao autódromo, a governo inglês dizia: ''Julgamos que há uma grande ameaça de ataque terrorista no fim de semana.'' O Ministério do Interior de Bahrein não gostou da iniciativa e distribuiu outra nota: ''Desejamos que todos que estão visitando o Bahrein se divirtam. Elaboramos extenso plano de segurança.''
A revista italiana Autosprint publicou uma reportagem na última edição explicando as razões de os pilotos da Ferrari deixarem os boxes, nos treinos da Austrália e da Malásia, e depois de apenas quatro voltas serem bem mais velozes que todos os outros pilotos. Seriam os super-simuladores que a equipe desenvolveu, capazes de dar aos técnicos noção precisa de como acertar o carro.

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