Pilotos precisam lutar lado a lado pelo autódromo
PUBLICAÇÃO
sábado, 20 de setembro de 1997
Alberto Macedo 
Com a visita de Nelson Piquet a Londrina e a opinião dele sobre a privatização do Autódromo Internacional Ayrton Senna, ficou bem mais claro sua posição. Apesar de dizer que não teria condições de assumir o comando, não seria impossível aceitar uma parceria. E mais. Ressaltou que a solução hoje para os autódromos é a privatização, no que a prefeitura já está pensando. Não dá mais para arcar com mais este ônus.
O que ficou bem claro é que existe um racha na cidade em relação aos pilotos, egos feridos, disputas particulares e até mesmo interesses. Tanto o prefeito Antônio Belinati quanto o secretário geral da Prefeitura, Gino Azzolini, já disseram que o ideal será abrir uma licitação para que surjam interessados em administrar o autódromo. É claro que quem ganhar terá que obedecer a algumas normas preestabelecidas no contrato. Não é assumir e fazer o que quiser.
O autódromo tem que viver com suas próprias pernas. Reformas são necessárias assim como benfeitorias ao público. O que não pode é dois grupos de pilotos ficarem se cutucando pelos cantos. Todos deviam se unir em torno de um ideal, que seria um autódromo moderno, auto-sustentável, com os grandes eventos nacionais. Está mais do que na hora de essas duas comissões sentarem lado a lado, deixando as ambições de lado para chegar a um acordo.
-A Fórmula 1 teve uma semana das mais movimentadas. Primeiro foi a confirmação do francês Jean Alesi, na equipe Sauber em 98. Depois, o finlandês Mika Salo, que vai defender a Arrows, na vaga do inglês Damon Hill, que foi para a Jordan, no lugar do italiano Giancarlo Fisichella, substituto de Alesi na Benetton. Por fim, o austríaco Alexander Wurz, piloto de testes da Benetton vai assumir o posto de Gerhard Berger. Este sim pode estar dando adeus à categoria.
-Vitamina agora é doping.


