Magny-Cours - Pilotos e dirigentes têm uma opinião quase unânime: Michael Schumacher, da Ferrari, não definirá o campeonato no GP da França, que começa a ser disputado hoje, com a realização dos primeiros treinos livres. Surpreendentemente, afirmam também que não haverá nenhuma consequência prática para a Fórmula 1 o fato de o Mundial conhecer seu campeão tão antes do final da temporada. ''Na Alemanha é melhor para o Schumacher, não?'' disse rindo Niki Lauda, diretor da Jaguar, sugerindo a intenção do alemão de prorrogar a definição do título.
O primeiro a abordar o tema, ontem no início da tarde bem quente no circuito Nevers-Magny-Cours, não poderia ser outro se não o maior interessado, o próprio Schumacher. ''Para ser honesto, não estou realmente focado no que irá ocorrer aqui porque não espero que nada aconteça'', falou. ''Vou correr como se fosse uma prova normal e, claro, procurarei vencê-la. Esse é o meu real objetivo.''
Schumacher tentou diminuir o impacto de suas palavras, semana passada, quando comentou que preferiria ser campeão diante de sua torcida, na Alemanha, próxima etapa do Mundial, dia 28. ''Não me importa que aconteça aqui ou em outro lugar, o que interessa é o resultado final.''
Rubens Barrichello, companheiro de Schumacher, manteve seu discurso de que a corrida definirá se o campeonato irá acabar em Magny-Cours ou em Hockenheim, sem interferências. Já Jacques Villeneuve, campeão do mundo em 1997, aposta na extensão da definição do Mundial até a Alemanha, assim como Flavio Briatore, diretor da Renault. Mark Webber, australiano da Minardi, é mais explícito: ''Schumacher quer vencer diante da sua torcida, será campeão em Hockenheim.''
Essa é também a opinião de Felipe Massa, da Sauber, e Enrique Bernoldi, Arrows, mas por outra razão: ''Barrichello tem condições de ganhar a corrida ou classificar-se em segundo, o que adiaria a definição do título.''
Para Schumacher conquistar seu quinto Mundial ele deve necessariamente vencer a 11 etapa da temporada e ainda torcer para Rubens Barrichello ou Juan Pablo Montoya, da Williams, não classificarem-se em segundo.

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