Pilotos já estão no Japão para última etapa
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terça-feira, 07 de outubro de 2003
Agência Estado 
Suzuka - Enquanto Michael Schumacher, da Ferrari, e Kimi Raikkonen, McLaren, atendem hoje a vários compromissos promocionais no Japão, o campeão do mundo de 1997, Jacques Villeneuve, foi ontem oficialmente despedido da BAR, conforme já se esperava. Depois de dizer um dia antes que o canadense, atualmente, tem sido mais eficiente na ironia que na condução do carro da BAR, David Richards, seu diretor-geral, anunciou em Tóquio que o japonês Takuma Sato será o seu substituto em 2004.
As sete horas médias de diferença entre o horário da Europa e do Japão e a extensa agenda de encontros com a imprensa, promovida pelos patrocinadores das equipes, fazem com que os pilotos cheguem cedo para disputar a última corrida da temporada.
Em entrevista divulgada ontem pelo site da Ferrari para a imprensa, Schumacher revelou, mais uma vez, sua paixão pelo circuito japonês: ''Com a saída de Spa, este ano, Suzuka tornou-se o traçado mais exigente de todos, daí meu prazer em guiar lá.'' Já um dia antes havia lembrado que enquanto houver possibilidade matemática para Raikkonen ser campeão, não há por que comemorar nada. ''Esse esporte é imprevisível.'' Mas a matemática o favorece amplamente. Para Raikkonen, com 83 pontos, lhe tirar o sexto título mundial, o quarto seguido, terá de vencer a corrida e torcer para Schumacher, 92, que venceu as três últimas edições da prova, além de em 1997 e 1995, não marcar um único ponto. Ser oitavo, por exemplo.
Está em aberto também o Campeonato dos Construtores. A Ferrari voltou à liderança nos Estados Unidos, com 147 pontos diante de 144 da Williams. Essa será a principal função de Rubens Barrichello em Suzuka, levar a escuderia italiana ao quinto título seguido, o 13º da sua história.
O finlandês Raikkonen, frio como sempre, declarou ontem no Japão: ''Sei o que tenho de fazer. Estou concentrado nisso e não no que irá fazer Michael Schumacher.''
Se por uma combinação de resultados, não esperada mas não impossível, for o campeão, Haikkonen será o mais jovem da história, com 23 anos. Completará 24 dia 17. Emerson Fittipaldi, em 1972, com 25 anos e 9 nove meses, tem essa marca.
Villeneuve Bernie Ecclestone, promotor da Fórmula 1, reiterou ontem que ofereceu o canadense a várias equipes. ''Mas ninguém o quer. ''O principal dirigente da competição atribuiu a Schumacher o fato de as negociações com a Ferrari sequer terem sido iniciadas. ''Michael quer ser o número 1, o que significa que considera Jacques ainda uma ameaça.'' Ecclestone criticou seu empresário, Craig Pollock: ''Jacques foi mal orientado.''
Pollock preocupou-se muito mais com os 22 milhões de euros que Villeneuve ganha, oficialmente, este ano que com seu futuro, dá a entender Ecclestone. Agora as chances de Villeneuve continuar na Fórmula 1 concentram-se na Williams. Se houver uma reviravolta na equipe e Montoya transferir-se para a McLaren, hoje menos provável mas, de novo, não impossível, o último campeão pela Williams retornaria para lá.


