Daniel Garcia/AFPPreparativosO piloto austríaco Gerhard Berger, da equipe Benetton, esteve ontem no Autódromo Oscar Galvez Duas sessões de treinos livres abrem hoje a programação da terceira etapa do Campeonato Mundial de Fórmula 1, marcada para domingo no Autódromo Oscar Galvez, em Buenos Aires, na Argentina, o 20º GP da história daquele país. Como vem acontecendo às sextas-feiras, a movimentação servirá apenas para os primeiros acertos, já que as equipes vão entrar na pista para valer amanhã, quando acontece a definição do grid. Mais uma vez a expectativa é para os desempenhos das principais escuderias, como Williams, Ferrari, Benetton e McLaren, com uma ponta de surpresa por parte da Arrows, Prost e Jordan. A corrida, no domingo, terá largada às 13 horas.
Depois do GP do Brasil, quando Jacques Villeneuve deu a primeira vitória para a Williams este ano, resta saber se a Benetton e, principalmente Gerhard Berger, irá ter o mesmo desempenho de Interlagos. A Ferrari, que contará com a maioria da torcida argentina a seu lado é uma incógnita, enquanto a McLaren tentará mostrar que a vitória na Austrália não foi por acaso. Por outro lado, o bom desempenho da equipe Prost nas duas primeiras etapas (Olivier Panis foi quinto na Austrália e terceiro no Brasil), traz nova agitação no meio, assim como a performance de Damon Hill em Interlagos.
A temperatura também poderá definir o resultado da prova, pois os carros equipados com pneus Bridgestone deverão dar ‘um banho’ nos que utilizam Goodyear, caso os treinos sejam sob chuva. Neste caso o ‘favoritismo’ iria para times com Arrows, Minardi, Prost e Stewart. Alguns pilotos estiveram ontem no autódromo, como Gerhard Berger e Jean Alesi, da Benetton.
TorcidaFerraristas, saudosistas e fanáticos por todas as categorias do automobilismo, os argentinos já se acostumaram às idas e vindas da F-1 em seu território. Nos anos 50 viveram com Juan Manuel Fangio e seus cinco títulos mundiais. Na década de 60, a categoria sumiu do país, ressurgindo no início dos 70. A empolgação com Carlos Reutemann e o segundo aparecimento da F-1 durou até 81. Reutemann terminou sua carreira sem título, e as provas se afastaram do autódromo Oscar Galvéz, circuito inaugurado pelo general Juan Domingo Perón em 53.
Em 95, impulsionado pelo peronista Menem, mas sem um piloto nacional, a modalidade voltou pela terceira vez ao país. Em 97, havia a possibilidade, depois frustrada, de que o piloto local Norberto Fontana estivesse entre os 22 participantes. ‘‘Tinha muitas ilusões. Quem sabe no próximo ano’’, se consola Fontana, que foi piloto de testes da Sauber.
A primeira prova da F-1 na Argentina aconteceu em 53, com uma vitória do italiano Alberto Ascari (que empresta seu nome a uma curva do circuito) e uma tragédia (a Ferrari de Giuseppe Farina saiu da pista matando nove espectadores e ferindo 15).

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